É época de adaptação escolar…

adaptação escolar 2018

Mais um ano letivo inicia e surge um novo desafio para uma série de crianças, bebês e seus pais. A entrada na escola, independentemente da fase em que seu filho se encontra, é um momento importantíssimo do desenvolvimento social, intelectual e afetivo. E como passar por esta etapa e ajudar seu filho a enfrentar este desafio?

Nenhuma mudança é fácil, e para que a adaptação escolar ocorra da melhor maneira possível, precisa ser bem conduzida, minimizando sofrimentos desnecessários. É um momento que gera sentimentos contraditórios nos pais, pois existe o desejo de manter seu filho sempre sob sua proteção exclusiva, mas ao mesmo tempo o entendimento que a escola propicia a aquisição de novas habilidades, novas amizades, novas conquistas…

O primeiro passo é a escolha da escola. Esta escolha já faz parte da adaptação, pois é de extrema importância que os pais sintam-se seguros e familiarizados com o local, e profissionais com os quais deixarão seu filho. As crianças sentem de forma surpreendente as reações dos pais, ou seja, se você estiver inseguro quanto à escolha da escola, irá dificultar o processo de adaptação.

Assim como em outras situações naturais da vida, a criança ou bebê poderá ficar curioso e entusiasmado, mas ao mesmo tempo apreensivo e com medo da mudança. Cada processo deve ser individualizado, levando-se em consideração a idade da criança, suas características e necessidades. A escola tem papel fundamental em demonstrar acolhimento e disposição em ser uma “parceira” da família neste processo.

A adaptação de bebês costuma ser mais tranquila, mas por outro lado pode gerar intenso sentimento de culpa nos pais. Já crianças maiores, entre 1 e 2 anos, podem ter um processo de adaptação mais complexo, pois costumam ficar mais angustiados frente à possibilidade de abandono.

Dicas que podem auxiliar você e seu filho, em qualquer idade e etapa do desenvolvimento:

– Lembre-se de comunicar-se com filho, explicando do seu jeito que a rotina vai mudar e que vai conhecer um novo mundo, cheio de possibilidades. Se possível, deixe a criança participar de toda preparação, comprando o material escolar, indo conhecer a escola, mostrando fotos do local;

– Em geral, as escolas combinam com os pais um período em que estes acompanharão e estarão presentes, disponíveis para o filho. O tempo dentro da escola costuma ir aumentando gradualmente. Procure seguir as orientações da escola, estando pronto para apoiar seu filho, mas não esquecendo que dentro de sala de aula a maior autoridade é do professor. Mostre-se presente, mas confiante nos profissionais;

– Especialmente com bebês e crianças muito pequenas, pode ser útil e reconfortante, ter um objeto familiar que possa levar para a escola;

– Cumpra SEMPRE as combinações com seu filho. Seja transparente, dizendo se ficará na escola ou se saíra para o trabalho e voltará depois. Não esqueça que o choro poderá acontecer, pois é a forma que a criança mais conhece de se comunicar. Mas é importante que ela possa confiar na palavra e combinações dos pais;

– Deixe de lado a tentação de sair “de fininho”. Novamente, é outra situação que pode “facilitar” a saída dos pais, mas gerar muito medo de abandono, pois uma grande parte das crianças nesta fase ainda não adquiriu a confiança de que tudo que sai de seu campo de visão continua existindo;

– Procure manter o equilíbrio entre uma postura continente, afetiva e ao mesmo tempo segura e firme. É importante que a criança sinta que você está seguro e acredita que o melhor para ela é frequentar a escola. Não hesite em pedir apoio aos profissionais da escola ou dividir seus momentos difíceis com outros pais;

– Para crianças maiores, em torno de 3 anos, quando a comunicação verbal já está mais desenvolvida, pode-se fazer combinações mais específicas, valorizando cada conquista, cada dia em que conseguiu cumprir as combinações e ficar mais tempo na escola;

A vida escolar inicialmente gera uma série de angústias, como qualquer grande modificação em nossas vidas. Mas é importante manter o foco nos aspectos positivos, num mundo de possibilidades que se abre para a criança: mais estímulos, novas amizades, novas conquistas, maior independência e a possibilidade de desenvolver-se como pessoa. Boa sorte e um bom início de ano!

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Atividades práticas entre pais e filhos

Hoje trazemos um texto com dicas da Psicopedagoga Ana Paula Sena, sobre como a família pode trabalhar o desenvolvimento da criança em momentos cotidianos em casa.

Sabemos como é importante o papel da família no desenvolvimento da criança, principalmente na estimulação e generalização de habilidades apreendidas na escola. O auxílio da família é primordial! Elogie seus esforços mesmo que faça pela metade! Ofereça e dê ajuda quando perceber que está com dificuldade para terminar a tarefa! Não espere que desista!
Vamos estimular as crianças em casa? Então vamos as dicas!
Para trabalhar algumas habilidades motoras:
• Catar e separar grãos;
• Ajudar a varrer, pegar ou guardar objetos.

Para habilidades de leitura e matemática:
• Pegar itens no armário da cozinha e ler junto com a criança ou caso já saiba ler peça que leia em voz alta;
• Fazer receitas gostosas com a criança lendo os ingredientes, explicando as quantidades usando medidores, para que a criança manipule, visualize o ingrediente, a quantidade e ao final saborear um lanche em família que além de gostoso está guardado na memória de longo prazo da criança.

Profª Ana Paula Sena
Pedagoga/Psicopedagoga Clínica e Institucional
Especialista em Neurociências Aplicada à Aprendizagem
Especialista em Educação Especial Inclusiva
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0535610942086713
E-mail: anapaulasennapucca@yahoo.com.br

Autonomia e Aprendizagem: uma realidade possível

Hoje temos texto da Ana Paula Sena e Terezinha Dutra Lima, será a primeira vez que eles escrevem para nosso blog, espero que vocês gostem.

A Ana Paula é Psicopedagoga – Especialista em Neurociências Aplicadas à Aprendizagem e a Terezinha é Psicóloga – Especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial – Especialista em Psicodiagnóstico Infantil.

autonomia-competencia-essencial-profissional

O que é autonomia?
É um conceito que se relaciona a uma ideia de independência, liberdade ou autossuficiência. Em filosofia autonomia é compreendida como algo que determina a liberdade do indivíduo gerir livremente sua vida, efetuando racionalmente as suas escolhas.
Piaget postula que o desenvolvimento da autonomia necessita de uma atmosfera não autoritária, opressora ou intelectualmente moral.
O grande desafio situa-se em compreendermos como ela se constitui nas relações sociais, cabendo uma indagação dos elementos presentes no universo escolar e dos modelos que o aluno necessitaria para ao mesmo tempo atingir um grau de independência sem deixar de ser crítico.
A família deve ocupar lugar privilegiado nesse sentido, estimulando e valorizando o desenvolvimento de personalidades autônomas onde a ética possa ser exercida e estendida a outros setores da sociedade.
A relação que a criança estabelece com o adulto o influenciará de diferentes maneiras, independente do seu papel social, pois tanto pais quanto educadores ao adotarem uma conduta super protetora criam vínculos de dependência dificultando a tomada de decisão dos mesmos. No ambiente escolar os educadores são convocados a buscar estratégias que possibilitem essa construção. Mas como fazer a integração escola/família para uma aprendizagem autônoma? Até que ponto a escola e a família se encontram nesse diálogo?
Pensar em educação é refletir o desenvolvimento humano em constituição, relações afetivas, ambiente familiar, modos de vida e de pensar. O indivíduo/aluno traz consigo toda uma bagagem bio-psico-sócio-cultural para a escola, onde muita das vezes passa a maior parte do tempo.
O acompanhamento diário dos pais, revisando cadernos, agendas, estudando com seus filhos e dialogando nas reuniões ou através de recado aos professores, valoriza a aprendizagem, estimula a responsabilidade do aluno de ser autor do seu próprio aprendizado, fortalecendo o vínculo entre escola/família e entre professor/aluno.
Equilibrar harmonicamente a dinâmica escolar dentro deste caldo cultural é assumir a necessidade da estreita e indispensável parceria com a família, integrando diálogos internos, habilidades acadêmicas e individualidades com acordos de cooperação mútua, onde cada um no seu papel, não se exima de sua responsabilidade no processo ensino aprendizagem tendo em vista o desenvolvimento pleno do aluno.

Referências
ALVES. Rubens. A alegria de ensinar – São Paulo, 1994.
PIAGET, Jean. O julgamento moral na criança – São Paulo, 1977.

Profª Ana Paula Sena
Pedagoga/Psicopedagoga Clínica e Institucional
Especialista em Neurociências Aplicada à Aprendizagem
Especialista em Educação Especial Inclusiva
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0535610942086713
E-mail: anapaulasennapucca@yahoo.com.br
Cel./whatsapp 99424-3893

Terezinha Dutra Machado Lima
Psicóloga Clínica CRP/05-39711
Especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial
Especialista em Psicodiagnóstico
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2784576505879476
Cel./whatsapp 998418-3814

O medo faz parte da vida. A forma como lidamos com ele é o que faz diferença.

medo

Hoje postaremos mais um texto da psicóloga Denise Nascimento. Esperamos que gostem como nós gostamos.

O medo faz parte da vida. A forma como lidamos com ele é o que faz diferença.
Então, como ajudar a criança a enfrentar seus medos, desde os primeiros anos de vida?
Medo de altura… Insetos… Ladrão… Monstros… Entre outros medos. O que não podemos fazer, é fingir que os medos não existem.
A criança diz para o adulto que está com medo do monstro debaixo de sua cama. O adulto sabe que monstros não existem, mas a criança não, porque ela ainda mistura realidade e imaginação. Dizer a ela que monstros não existem não irá acalmar o seu temor. Nesse momento, o importante é acolher e mostrar que ela está protegida e em segurança.
Abaixo segue medos prováveis em cada fase da primeira infância:
💥 Até os 6 meses: medo de ruídos fortes ou gerado pela sensação da perda de segurança.
💥 7 aos 11 meses: a criança começa a distinguir rostos familiares. Pessoas estranhas tendem a assutá-la.
💥 1 ano: medo de ficar longe dos pais, temendo que desapareçam. Esse medo começa nessa fase e se intensifica nos próximos 3 anos.
💥 2 anos: a criança começa a entender a relação causa-efeito e experimenta sua falta de controle sobre o mundo, temendo barulhos altos como: trovões, trens, aspiradores.
💥 3-4 anos: a imaginação é muito fértil, por isso tem muito medo: pessoas fantasiadas, escuro, monstros, insetos e ficar sozinho.
💥 5 anos: os medos são mais concretos: se machucar, trovão, ladrão, medo de cachorro e de se perder dos pais.
💥 6-7 anos: senso de realidade está mais claro, porém ainda possui uma imaginação criativa, com medo de bruxas, fantasmas, tempestades, dormir sozinho ou que algo de ruim aconteça aos seus pais.
Como acolher o medo dos pequenos?
Tem dificuldades ou dúvidas?
Busque ajuda de um profissional.
Faça Terapia ❤

Denise Nascimento

Facebook @psicologiaclinicadenise

Tel para contato: (11) 964613290

psicodenise@hotmail.com

CULPA nossa de cada dia…

Hoje postaremos um texto lindo, de uma amiga querida, psicóloga e escritora infantil maravilhosa. Acho que todo mundo se identificará com alguma linha deste texto …

culpa

Nascem PAIS, nascem responsabilidades, nasce CULPA! Culpa porque carregamos o “MITO DA PERFEIÇÃO” e, como todo o mito, não existe!
Somos o misto de certo e de errado. Tentativas frustradas e acertos fantásticos. E tudo depende do dia!
Teve dia que achei lindo amamentar. Mas teve dia que chorei e desejei não ter peito.
Teve dia que monitorei a alimentação e me preocupei com colesterol e triglicerídeo. Mas teve dia que passar no MC Donald’s era a melhor saída.
Teve dia que adorei assistir Xuxa Só para Baixinhos (Atualmente, Peppa Pig ou Galinha Pintadinha). Mas teve dia que preferi que o DVD quebrasse.
Teve dia que a devolvi para cama 1, 2, 3, 10 vezes. Mas teve dia que mesmo caindo da cama, preferia sentir o cheirinho e ficar agarrada com ela.
Teve dia que fui para festa, teatro ou cinema infantil. Mas teve dia que só queria me arrumar e ir pra um show de adulto.
Teve dia que fiz cabana e piquenique na sala. Mas teve dia que dei escândalo porque tinha brinquedos espalhados pela casa.
Teve dia que fiquei acordada na madrugada para colocar leite com biscoitos para o Papai Noel ou fazer as pegadas do Coelhinho da Páscoa. Mas teve dia que adormeci e não coloquei o dinheiro da fada do dente.
Teve dia que mantive a calma, respirei fundo, abstraí e falei bem tranquila. Mas teve dia que estourei do “nada” e “por nada”.
Teve dia que achei engraçadas as traquinagens e vi como “coisas de crianças”. Mas teve dia que fui firme em dizer “Você já é grande”.
Teve dia que mesmo morrendo de vontade de comer, guardei a última fatia do bolo. Mas teve dia que comi escondido uma barra de chocolate.
Teve dia que fui dedicada, preparei o material escolar com todo carinho, fiz as etiquetas, encapei os livros, olhei agenda, ajudei na tarefa de casa e fiz junto o trabalho escolar. Mas teve dia que esqueci o lanche da escola, não paguei a viagem, não olhei a agenda e me recusei de ajudar no trabalho.
Teve dia que cheguei cansada, mas conversei, dancei, brinquei. Mas teve dia que não queria falar, dançar e ainda fingi que estava dormindo para não brincar.
Teve dia que por conta de um espirro, deixei de trabalhar. Mas teve dia que tive de ir atender e a deixar com febre em casa.
Teve dia que rezei que quando chegasse em casa estivesse dormindo. Mas teve dia que fui rezando para que estivesse acordada e eu pudesse colocar para dormir.
Teve dia que fiz o mais lindo penteado e escolhi a dedo a roupa para vestir. Mas teve dia que deixei que se vestisse de qualquer jeito e penteasse sozinha o cabelo.
Teve dia que cumpri a rotina, os horários. Mas teve dia que fechei os olhos para não enxergar que nada estava sendo cumprido.
Teve dia que mesmo cansada fui dar toda atenção. Mas teve dia que dei atenção ao que eu queria: Deitei na minha cama, liguei a TV e fiquei horas conectada ao meu celular.
Teve dia que fui legal, carinhosa, assertiva, beijei e abracei. Mas teve dia que fui chata, exigente, firme, grosseira, autoritária.
Mas, todos os dias eu sei que amei e no fundo estava e estou sempre buscando o melhor. Mesmo que seja com alguns “Mas teve dia…”
Dias são apenas dias, são momentos e não o todo da minha relação. Por mais dias que “teve” e menos dias com “Mas teve”.
VANINA CARTAXO

 

 

Ajudar os pais em algumas tarefas diárias contribui para desenvolver noções de responsabilidade nas crianças

Oi hoje vamos postar algumas dicas da Psicóloga Denise sobre autonomia e como ajudar os pequenos com isso.

Ajudar os pais em algumas tarefas diárias, como regar as plantinhas e organizar o material escolar. Contribui para desenvolver noções de responsabilidades e, estas atividades podem começar mais cedo do que vocês imaginam.
Confira as tarefas domésticas que o seu filho pode fazer de acordo com a sua idade.
Mesmo com pouca idade, a criança já possui capacidade motora suficiente para desempenhar uma série de atividades. E isso é importante para ela, pois, quando é incluída em tarefas domésticas, passa a participar da dinâmica familiar e percebe como as atividades feitas pelos pais são difíceis, valorizando mais esses momentos.
Se você quer ter a companhia do seu filho para algumas tarefas, saiba que é preciso respeitar o desenvolvimento dele. E o mais importante: que esse momento seja gostoso para a criança (e para você, que acabou de ganhar um parceiro para ajudá-la um pouquinho). Abaixo, uma lista sobre a melhor época para ele começar a desempenhar cada atividade. Inspire-se!
2 anos
Uma das melhores maneiras de introduzir a criança nas tarefas de casa é por meio daquilo que está mais perto dela no momento, ou seja, os brinquedos. Sente-se ao lado de seu filho e arrume-os por tipo, tamanho ou cor, fazendo com que a própria atividade se torne uma brincadeira. Aos poucos, ele vai entender o conceito de organização.
3 e 4 anos
Nessa faixa etária, você já pode incentivar o seu filho a arrumar a mochila da escola e levar o prato (de preferência de plástico) de comida até a pia. Você também pode pedir para que ele ajude-o a organizar alguns objetos da casa – levando-os ao lugar certo e colocando dentro de um armário (sempre com sua supervisão nesse momento, claro!). Pode ser o par de sapatos ou roupas, por exemplo.
5 a 7 anos
Aqui a criança já começa a entender melhor as noções de responsabilidade e cuidado. Então, você pode orientá-la a esvaziar o lixo do banheiro, por exemplo, sem que ela espalhe tudo no chão ou queira pegar algo de dentro do cesto. Seu filho pode ainda tentar arrumar a cama e dobrar algumas roupas. Outra tarefa que você pode delegar – e que ele vai adorar – é a de regar as plantas.
8 anos
Nesta idade, seu filho já tem mais habilidades motoras e é capaz de desempenhar algumas funções maiores sem cometer acidentes (como derrubar e quebrar objetos). Ele consegue ajudar a arrumar a mesa para as refeições, a carregar as compras do supermercado e a limpar o quarto. Da mesma forma com que acontece com a planta, a criança pode ajudar a cuidar de um animal de estimação. Com mais alguns anos, pode até ajudar a cuidar de um irmão mais novo.
Tem dificuldade? Busque ajuda.

Psicóloga Denise Nascimento

Psicoterapia Infantil
Psicoterapia para adultos
Atendimento Familiar.
Acompanhamento Oncológico.
Tratamento para: Stress, ansiedade, transtorno alimentar, entre outros.
Atendimento de segunda a sábado
Diversos convênios de saúde e particular

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Tel para contato: (11) 964613290

psicodenise@hotmail.com

Seu filho é chato para comer?

A minha é … Na verdade não que ela seja chata, mas parece que tudo no mundo é mais interessante do que comer. É difícil fazer com que ela mantenha o foco na refeição, e foi assim desde sempre. Quando as frutas foram introduzidas e depois as comidas amassadas, iniciou minha saga. Em cada horário de refeição, eu tinha que separar um bom tempo, pois era uma novela.
E quem me conhece sabe que eu não sou a senhora paciência. Foi aí que surgiu a ideia do Jogo da Boa Alimentação. Nós já tínhamos o Mural das Conquistas Comendo Bem, mas como eu usava o Mural para outros objetivos com ela, queria algo diferente e que envolvesse todos nós.
Aqui em casa a família consegue quase sempre estar junta, então conseguimos todos participar. O jogo é simples, mas funciona muito bem. Cada lado do dado tem uma instrução, relacionada à alimentação que quem tira tem que cumprir. Mais uma vez, a nossa super parceira, a nutricionista Ana Terrazan revisou o trabalho e os dados surgiram.
Você monta os dados e cola os adesivos conforme a necessidade de seu filho. Tem itens mais voltados para criança que precisam comer mais (como por exemplo: comer uma colherada bem grande ou comer duas colheradas). Tem itens para criança diversificar o que come, como por exemplo: comer o que menos gosta, comer algo verde, comer algo amarelo ou branco. Também tem os prediletos que tornam o jogo uma brincadeira, que é o “pula a vez” e o “chefe manda”. São 12 itens que você pode montar em 1 ou 2 dados.
Como é um jogo para toda família, a criança não é o centro das atenções e ela vê ao longo dos dias o pai e a mãe comendo coisas que não gostam tanto, experimentando de tudo, mastigando com mais calma… Enfim, todos ganham, se divertem e se conhecem um pouquinho mais. Depois de 8 anos de casada descobri que meu marido não gosta muito de tomate 🙂

Beijo e até o próximo,

Juliana