Desenvolvimento de 0 a 12 meses

A família é o ambiente básico onde a criança nasce, cresce e se desenvolve. Para o desenvolvimento das potencialidades e capacidades da criança, é fundamental que os pais e outros integrantes da família possam oferecer um ambiente afetivo e estimulador.
O primeiro ano de vida é o período mais plástico (com mais transformações) do desenvolvimento humano. O homem nasce com um mínimo de padrões de condutas constituídas previamente e tem que adquirir inúmeras habilidades adaptativas no percurso deste primeiro ano. Jamais, no resto da vida, se aprenderá tanto em tão curto tempo.
É importante lembrar que o desenvolvimento é individual para cada criança, e é fundamental respeitar o ritmo de cada uma delas. Vale lembrar: o que a literatura descreve para cada mês é apenas uma referência.
• 1 mês:

  • Os braços e as pernas permanecem encolhidos.
  • De bruços, o peso recai sobre bochecha, peito e braços.
  • O bebê se comunica através do choro (fome, medo, dor).

• 2 meses:

  • De bruços, levanta um pouco a cabeça.
  • Apóiam-se brevemente nos antebraços.
  • De bruço o peso se traslada para o esterno (peito).
  • Diminui o encolhimento de pernas.

• 3 meses:

  • Já consegue levantar a cabeça 45 graus.
  • Descobre suas mãos.
  • De bruços, o peso recai sobre o abdômen, e consegue mover cabeça livremente.
  • Sorri para qualquer pessoa.
  • Brinca com os diferentes sons que consegue fazer.
  • Procura, com o olhar, a fonte do som.

A partir do segundo mês de vida, o que mais chama a atenção do bebê é o rosto humano. No terceiro mês a preferência do rosto humano incorpora uma nova reação, o sorriso. Este sorriso e a primeira manifestação de conduta ativa, dirigida e intencional.

Fatores de risco: Dificuldades na alimentação, irritabilidade (impossibilidade de acalmar-lo), letargia ou insônia. Falta de uma ou mais condutas adquiridas para os três meses.

• 4 meses:

  • De bruços, levanta um braço e se apóia no outro.
  • Consegue sustentar perfeitamente a cabeça.
  • Traslada o peso do corpo para um dos lados.
  • Mantém-se em equilíbrio de bruços.
  • Consegue pegar com a sua mão objetos grandes. Percebe o objeto e aproxima ambas as mãos.
  • Repete ações que produzem resultados.
  • Pratica o ensaio e o erro com intencionalidade.
  • Gosta de se olhar no espelho, mais ainda acredita que é outra criança.
  • Consegue juntar as mãos.
  • Consegue rolar para um lado.

• 5 meses:

  • Senta-se com apoio de almofadas.
  • Discrimina melhor os sons do seu ambiente (isto chama muito sua atenção).
  • Na brincadeira de aparecer-desaparecer, o adulto se oculta e a criança ri, começa a sentir a expectativa do que acontecerá depois.
  • Começa a Balbuciar (ga-ga/ma-ma).

• 6 meses:

  • A criança consegue permanecer sentado sem ajuda externa utilizando o apoio das suas mãos na frente, em uma posição de “tripé” por alguns minutos.
  • De bruços, estende cotovelos e se apóia nas palmas das mãos.
  • Utiliza gestos para se comunicar e realiza brincadeiras gestuais.
  • Pega os pés e brinca com eles.
  • Gira, passando de barriga pra cima a de bruço.
  • Começa a reconhecer rostos familiares.
  • Pega um objeto com cada mão.

Entre o sexto e oitavo mês ocorre uma mudança importante na conduta da criança em relação às outras pessoas. A criança já não responde com um sorriso quando aparece um desconhecido. Agora distingue perfeitamente o conhecido do desconhecido.
A angústia que a criança manifesta não é uma resposta a uma lembrança negativa com essa pessoa, mas uma resposta a que o rosto do desconhecido não é o rosto da mãe.
Este fenômeno é chamado de angústia do oitavo mês.

Fatores de risco: Ausência de um ou mais condutas adquiridas dos 4 a 6 meses. Dificuldades na alimentação e no sono. Ausência do sorriso social até o sexto mês. Insensibilidade a dor. Irritabilidade (atividade e choro em excesso) ou passividade excessiva.

• 7 meses:

  • Sentado, fica com a coluna reta.
  • As crianças fazem “brincadeiras sociais”, procurando respostas das pessoas. Imitam gestos, atitudes e som dos adultos.
  • Expressam emoções mais diferenciadas, demonstrando alegria, medo, raiva e surpresa.
  • Começa a se arrastar.

• 8 meses:

  • Começa a engatinhar, no inicio descoordenado, e logo coordena movimentos cruzados de braços e pernas. O engatinhar constitui um impacto enorme no ser humano porque permite o início da autonomia, o que favorece o desenvolvimento neurológico e a coordenação. Socialmente, a criança consegue escolher com liberdade aonde quer ir.
  • Tem consciência de que uma pessoa ou objeto existe, por mais que não esteja à vista.
  • Quando se olham no espelho já sabem que são eles mesmos.
  • Agora ele consegue chegar sozinho na posição sentado e sair da mesma quando quer.

• 9 meses:

  • Passa objetos de uma mão a outra, pega e solta voluntariamente. Já Coordena olho com mão.
  • Começa a entender palavras (como o “não” e o seu próprio nome).
  • Durante 9 meses, a criança experimenta deitado e sentado todos os processos do movimento. A partir de agora, pode incorporar-se. Com um braço se apóia, com o outro se levanta.

Fatores de risco: Ausência de uma ou mais condutas adquiridas até os nove meses, menos o engatinhar (tem muitas crianças que não engatinham, e isso é normal). Dificuldade no sono e na alimentação. Movimentos rígidos. Passividade ou irritabilidade em excesso. Não manifesta interesse por objetos ou pessoas que o rodeiam.

• 10 meses:

  • Mantém-se em pé com apoio das mãos.
  • A partir de agora deixa de pegar os objetos com toda a mão, e começa a usar o indicador e o polegar, como se fosse uma pinça.

• 11 meses:

  • Caminha lateralmente, apoiando-se com as mãos.
  • Faz gestos sociais como dar tchau com a mão, apontar com o dedo o que quer, ou dar os braços.
  • Pode falar uma palavra para se referir a várias coisas.

• 12 meses:

  • Engatinha com rapidez e segurança.
  • Mantém-se em pé sem apoio.
  • Algumas crianças já tentam dar os primeiros passos.

Fatores de risco: Falta de interesse em se movimentar, brincar com brinquedos novos e o entorno. Apego excessivo pelas pessoas que o rodeiam. Sumiço (criança demasiado calma). Dificuldades importantes no sono e na alimentação. Choro freqüente sem motivo aparente.

Para finalizar, uma dica importante: A melhor opção para que a criança adquira as diferentes posturas é o chão. Ele representa uma base segura que oferece a possibilidade de aprender a engatinhar, caminhar, sentar sem se sentir inseguro e sem adotar posturas erradas.
Queridas mães espero que este guia do desenvolvimento tenha ajudado! No próximo post vou falar sobre o desenvolvimento de 12 a 24 meses e seus fatores de risco. Não se esqueçam de deixar seus comentários e dúvidas!

Lic. em Psicomotricidade Manuelita Dotti
dottimanuela@gmail.com

 

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