Educação Emocional

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Muitas pessoas me perguntam porque criei a BBDU e querem saber um pouco mais de como usar alguns produtos e de nossa experiência, pois bem, resolvi escrever alguns textos e compartilhar com vocês aqui no blog. Tentarei trazer informação e um pouquinho de como acontece na minha casa e na casa de famílias que compartilham sua vivência conosco.

Você alguma vez sentiu um aperto no peito e não sabia dizer o que era? Ou já tentou falar alguma coisa que estava sentindo para alguém e deu tudo errado?

Geralmente nós não aprendemos a identificar e falar de nossas sensações e sentimentos como aprendemos matemática ou português. Nós passamos muito tempo estudando e aprendendo coisas e pouco ou nada aprendendo sobre nós mesmos, sobre o que se passa dentro de nós.

Sentimentos como raiva, medo, ciúme tristeza existem e não é porque não falamos deles que não vamos senti-los. Ou pior, às vezes acabamos levando as crianças a acreditar que são sentimentos feios e que não devem ser sentidos. Não deveria ser assim. Nós nascemos com um arsenal de sensações, emoções e sentimentos e precisamos ensinar nossos filhos a administrá-los.

Lá em casa eu gosto muito de nomear os sentimentos para Duda, às vezes ela vem me contar coisas do dia-a-dia dela e como reagiu. Lembro de uma vez numa dança da cadeira que ela veio contar que ganhou toda feliz e que os colegas vieram abraçar ela. Em seguida ela disse que “não gostou” e falou que depois quando outro colega ganhou, ela não o abraçou. Eu conversei com ela, perguntei se ela não achava que não era que ela não tinha gostado ou talvez ela tenha sentido vergonha de quando os colegas a abraçaram, mas que eu achava que no fundo ela havia gostado. Também questionei se talvez ela não havia sentido um pouco de ciúmes quando o amigo ganhou. Enfim, à noite antes de dormir ela me disse: “É mamãe, eu acho que eu senti ciúmes do João”. O que eu quero dizer é que é importante que nós como pais possamos ajudar nossos filhos a dar nome para o que eles sentem.

Os imãs Dentro de Mim foram criados com este objetivo.  Na primeira versão tinha somente sentimentos, mas usando com a Duda percebi que quando eu perguntava como ela estava e ela respondia com frio, calor, entre outros. Portanto, na versão atual, incorporamos as sensações também, pois neste aprendizado inicial é importante que a criança perceba e nomeie o que vem de dentro dela. O fato de serem imãs de geladeira de fácil acesso permite a troca diversas vezes e toda família também pode participar. Já vimos pessoas que fazem brincadeiras de adivinhação com os imãs e um membro da família tem que escolher qual emoção ou sensação o acredita que o outro esteja sentindo. É uma forma bem legal de falar de sentimentos e treinar a empatia.

Eu também leio muitas histórias que falam de emoções e sentimentos para ela, existem muitos livros bacanas hoje em dia, e acredito que seja tão importante quanto ensinar matemática ou geografia. Tenho convicção que ela vai ser muito mais feliz, vai se relacionar muito melhor e fará escolhas muito melhores na vida se souber identificar e nomear o que acontece dentro dela.

Até o próximo,

Juliana

Juliana é psicóloga e criadora da BBDU

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O que colocar na lancheira do meu filho?

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Uma dúvida que acaba surgindo entre a maioria dos pais de crianças que começam a ir pra escola é o que colocar na lancheira do filho. Até a creche, seu filho provavelmente não precisou que você preparasse seu lanche já que este é oferecido pela (maioria) das escolinhas e esta não era uma preocupação. Contudo, ao ingressar no ensino fundamental a tarefa de preparar o lanche das crianças passa a ser responsabilidade dos pais.

A correria do dia a dia entre trabalho, cuidar da casa, cuidar de si mesmo e cuidar dos filhos acaba fazendo com que muitos pais optem por mandar para o lanche itens práticos, comprados prontos. Contudo sabemos que a crescente obesidade infantil não acontece à toa, ela se deve ao consumo excessivo de alimentos industrializados, ricos em açúcares e carboidratos simples (os quais estão presentes em muitas lancheiras hoje em dia). O lanche que seu filho leva para a escola é uma extensão da alimentação dele a qual precisa ser saudável e também atrativa. Não pense no lanche como uma recompensa que seu filho leva por ter ido na aula! Nada de chocolates, salgadinhos ou doces! Seu filho precisa de energia e nutrientes para aprender melhor e desempenhar suas atividades na escola.

Por isso sugiro que os pais separem um tempo na sua semana (quem sabe no domingo à noite?!) para programar o cardápio de lanche semanal (embora parece algo muito sofisticada ou difícil, não é! você verá a seguir), comprar os itens necessários e deixar pré-pronto ou higienizado tudo que for possível. Esta organização facilita a rotina da família e poupa muito tempo.

O que e em qual quantidade colocar na lancheira do seu filho irá depender da sua idade, período em que estuda e qual refeição fez antes de ir pra escola. Porém de maneira geral a lancheira do seu filho deve conter uma porção de proteína (leite, iogurte, queijo, pasta de frango no sanduíche, ovo), uma porção de fruta ou legume (preferencialmente in natura) e um carboidrato (sanduíche, bolo, cereais).

Ah, e pra manter os alimentos bem conservados e seguros para consumo, sugiro a utilização de lancheira térmica (existem diversas opções no mercado), principalmente aquelas com compartimento interno para gelo. Além disso as frutas devem ser previamente lavadas e secas; o sanduíche ou bolo deve ser enrolado em papel filme ou alumínio para evitar que umedeça.

Abaixo alguns alimentos que devem ser evitados e como substituí-los:

* Bolos e biscoitos industrializados à bolos e biscoitos caseiros, integrais

* Suco de caixinha adoçado e refrigerante à suco natural (fazer cubos de gelo com suco natural bem concentrado e por na garrafinha do seu filho com água), água de coco

* Doces, balas, chocolates à frutas

* Bisnaguinha à pão fatiado ou caseiro

* Achocolatado pronto para beber à iogurte, leite puro

 

Busque sempre variar para que o lanche do seu filho não se torne monótono (tanto pelo paladar quanto pelos nutrientes ofertados). A seguir deixo algumas sugestões de combinações para o lanche das crianças:

 

– Sanduíche com queijo ricota + banana + água de coco

– Bolo integral + iogurte + bergamota

– Pão com requeijão + tomatinhos cereja + ovo de codorna + suco natural abacaxi

– Bolo de cenoura + morangos + iogurte

– Sanduíche com pasta de frango + melão picadinho + água de coco

– Cookies integrais + cenoura baby + queijo branco em cubinhos + água de coco

– Granola + iogurte + pêra + suco natural de uva

– Biscoito de polvinho ou de arroz + ovo cozido + uva + suco natural de manga

 

Comentem abaixo o que costumam mandar de lanche para seus filhos, vamos trocar idéias?!

Com carinho

Nutri Daniella Miranda

CRN2 11488

nutri.daniellam@gmail.com

 

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Alimentação Variada x Paladar Restritivo

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Antes de falar um pouquinho a respeito deste tema que gera tanta angustia nos pais, gostaria de me apresentar: meu nome é Daniella Miranda, sou Nutricionista e a partir deste mês irei participar aqui no blog da BBDU apresentando temas relacionados à alimentação dos pequenos.

 Uma queixa muito frequente entre os pais é que seus filhos são muito restritivos, aceitam somente os mesmos alimentos. Usualmente esses alimentos bem aceitos são lácteos, pães, massas, arroz e doces (cuidado com os doces! – tema de próximos posts). O que tende a ser menos aceito são os vegetais e frutas cítricas. Sabemos o quanto é importante que a alimentação das crianças (e de todo mundo) seja variada e colorida pois isto é sinônimo de alimentação rica em diferentes micronutrientes. Mas então, como estimular seu filho a experimentar novos alimentos e estimulá-lo? Segue aqui minhas dicas:

1) Dê o exemplo: para tudo na vida os pais são o exemplo não é mesmo?! E na alimentação não seria diferente! Sabemos que a partir do 1º ano a criança volta sua atenção para o comportamento dos adultos e que a chance de ela aceitar um alimento quando os pais além de lhe oferecerem também o consomem é muito maior. Não adianta você oferecer ao seu filho um prato com saladas se você mesmo não se serve disto. O mesmo serve para os alimentos que você julga que ele não deve comer!

2) Não faça chantagens: se você atrelar a sobremesa ao consumo de determinado alimento que você quer que seu filho experimente, isso vai criar na mente dele a noção de que para ganhar aquilo que ele gosta e lhe dá prazer (o doce) ele precisa comer algo que é ruim (o brócolis, por exemplo). Esta atitude só reforça a rejeição da criança e fortaleça a ideia de que aquele alimento não é gostoso, afinal de contas você precisa recompensá-lo para que o consuma.

3) Não desista: se seu filho recusar determinado alimento, procure oferecê-lo novamente em outras refeições. São necessárias em média, oito a dez exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança. Mas é importante que você não obrigue a criança a comê-lo! Coloque no prato do seu filho o alimento, peça para que ele experimente-o, mas se ele se recusar deixe e repita isto nas próximas refeições

4) Não misture ou liquidifique: é importante que o seu filho reconheça e perceba os diferentes alimentos e texturas. Mesmo no início da introdução alimentar os alimentos não devem ser liquidificados e sim amassados, apresentados em forma de papa ou purê. Além disso uma alimentação toda misturada/liquidificada não é nada atrativa não é mesmo?!

5) Não substitua as refeições por bebida láctea: a substituição frequente das refeições por bebida láctea (leite com suplemento, leite com achocolatado, iogurte, petit suisse) pode causar excesso de peso e anemia. Ademais, a criança se condiciona a oferta de um substituto para a refeição recusada o que reforça o desinteresse pelos demais alimentos.

6) Chame seu filho para participar do preparo das refeições: isto serve somente para as crianças maiorzinhas mas é uma ótima estratégia para estimulá-los a experimentar novos alimentos ou preparações. Convide seu filho para lavar uma fruta ou vegetal, separar os ingredientes das preparações, montar sanduiches, amassar a massa de biscoitos/pães e etc. Isto vai fazer com que ele se interesse em comer aquilo que ajudou a preparar. Porém tenha sempre o cuidado de mantê-los longe do fogão e facas.

7) Capriche na apresentação: lembrem-se que nós ‘comemos também com os olhos’. Prepare refeições atrativas, coloridas, criativas, com desenhos, as quais despertarão maior interesse das crianças. Vide foto:

8) Mantenha a calma: esta é uma dica muito importante! Muitos pais se frustram ou se irritam pois seus filhos são restritivos e este é um sentimento normal, mas que não deve ser demonstrado aos pequenos. Se os pais se ‘descontrolam’ as crianças percebem e podem ficar ainda mais inseguras e resistentes a mudança na alimentação. Busque ter paciência e siga investindo na nutrição do seu filho!

E não se esqueça, quanto mais cedo seu filho for apresentado aos diferentes alimentos mais fácil será sua aceitação! Por isso varie os alimentos ofertados desde a introdução da alimentação complementar (a partir dos 6 meses).

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almoco

Com carinho

Nutri Daniella Miranda

CRN2 11488

nutri.daniellam@gmail.com

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Orientando as crianças sobre Emoções

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À medida que vão crescendo, muitas vezes as crianças não entendem porque estão se sentindo de determinada maneira. No entanto, elas podem aprender sobre os sentimentos e emoções através de várias atividades. Ensinar uma criança as diferentes emoções que ela irá experimentar vai ajudá-la a entender melhor o motivo de ela estar triste, feliz ou zangada. É papel dos adultos serem guias neste entendimento, pois somente assim as crianças poderão desenvolver a leitura dos sentimentos dos outros também, e a chamada empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro).

É com o tempo que os nossos pequenos aprendem a falar, andar e também a sentir. Pensando em crianças e emoções, as coisas mudam muito rápido: literalmente, de um ano para o outro. No primeiro ano de vida de nossos bebês, apenas 3 das principais emoções são demonstradas e compreendidas por eles: alegria, medo e raiva. A partir dos 2 anos, novas e mais complexas emoções começam a surgir, quando a criança começa a se ver como um ser real e autônomo.

Saber identificar e reagir às emoções não vale apenas para a criança se entender, mas também para ela compreender e ajudar as pessoas a sua volta. Nos primeiros meses de vida, as crianças são extremamente autocentradas, mas isso muda quando a socialização se inicia e passa a ser possível começar a entender a importância do outro. Mais uma vez as regras e disciplinas impostas pelos adultos tem fundamental consequência aqui. A criança aprende que existe o outro, que o mundo não gira em torno dela e que deve esperar. Parece simples? Este é um momento complexo do desenvolvimento neurológico e emocional… Uma habilidade que os seres humanos foram aprimorando ao longo da sua evolução.

Como recursos, podemos utilizar histórias infantis, filmes que falem sobre sentimentos e emoções, ou mesmo estimular as crianças com figuras. Tudo aquilo que é apresentado de forma VISUAL, costuma ser mais bem fixado na aprendizagem. Estimule sempre seu filho a falar sobre suas emoções, e a identificar em rostos e figuras, as emoções representadas.

Pensando nisso, a BBDU elaborou os imãs Dentro de Mim, que foram pensados para ajudar seu filho a reconhecer as principais emoções, através das expressões neles impressas.

Seu uso é simples, no início, auxilie a criança, mostrando cada uma das emoções/sensações e ensine-a a colocar no ímã-moldura a carinha que representa como ela está se sentindo naquele momento. Lembre-a que o que sentimos pode variar durante o dia e que ela poderá “expressar-se” com os ímãs, cada vez que sentir necessidade.

Se você tiver mais de um conjunto de imãs, todos os membros da família podem participar, demonstrando seus sentimentos. Uma boa ideia para este caso é prender fotos de cada um junto com a moldura para identificar qual é de quem.

Os imãs poderão ser usados na geladeira, murais metálicos ou até mesmo em porta retratos metálicos para que possam ser movidos de local mais facilmente.

Contém as emoções:

– Feliz – Triste – Cansado – Preocupado – Com saudade – Com medo- Brabo – Com vergonha – Com ciúme – Com vergonha – Tranquilo – Com sede – Com frio – Com fome – Com calor – Com dor – Com sono

http://www.bbdu.com.br/dentro-de-mim-2-imas-novos-p418/

 

Tá na hora da papinha!

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As recomendações da Organização Mundial de Saúde relativas à amamentação referem que as crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade. Ou seja, até essa idade, o bebê deve tomar apenas leite materno e não se deve dar nenhum outro alimento complementar ou bebida. A partir dos 6 meses de idade todas as crianças devem receber alimentos complementares (sopas, papas, etc.) e manter o aleitamento materno
Os 6 meses de vida da criança é uma data aproximada na qual os bebês estariam prontos para receber outros alimentos para complementar o aleitamento. Entretanto, é possível que alguns bebês só se interessem pela comida após os seis meses. E em alguns casos, pediatras recomendam a introdução alimentar antes dos 6 meses quando a criança não mama no peito exclusivamente. Caso haja dificuldades ou dúvidas sobre a hora “certa” de iniciar a complementação alimentar converse com o pediatra do bebê.
Aos seis meses o corpo do bebê já começa a precisar de mais nutrientes do que o leite materno consegue oferecer sozinho. A partir desta idade o bebê passa a ter habilidade física e motora para comer alimentos, sentar-se e a sustentar a cabeça, além de ter capacidade para digeri-los e absorver seus nutrientes adequadamente. Dentro desse período a mastigação se manifesta pelos movimentos verticais; a língua amassa os alimentos contra o céu da boca e consequentemente lateraliza o alimento. Esses movimentos são importantes para fortalecer a língua e para que os alimentos sólidos possam ser amassados e triturados para uma deglutição segura.
O momento de introduzir novos alimentos (período chamado de transição alimentar) pode trazer muitas angústias para as mães. Esse sentimento pode surgir pelas dúvidas comuns, pelo medo de não conseguir manter o filho bem alimentado ou pela dificuldade de descobrir as preferências alimentares do próprio filho. As primeiras experiências com novas texturas e sabores normalmente são acompanhadas por “cara feia”, recusa alimentar, alimento para fora da boca. Esse movimento de língua para fora expulsando o alimento da boca é um reflexo protetivo contra engasgos que nasce com o bebê e que deve desaparecer por volta dos seis meses. Lembre-se: a transição alimentar é gradual e não acontece de uma hora para a outra. Esta fase é o início de um aprendizado.
A própria colher é uma novidade, pode causar estranheza. Dê preferência para que a primeira colher seja de silicone. No início, algumas crianças podem não aceitar ou não deixar colocá-la na boca; outros preferem morder a colher. Há os bebês que já querem eles mesmos segurar as colheres e isso é excelente. Como falei anteriormente é uma fase de aprendizado. Deixe que a bagunça faça parte do aprendizado. Vá devagar, oferecendo uma colher e deixando que ele segure a outra. Não coloque a colher toda na boca de cara. A melhor forma de oferecer é colocar a colher só na pontinha da boca/língua e apoiar no lábio superior para tirar a comida. Aos poucos eles vão começar a abrir o bocão e deixar a colher entrar toda na boca, tirando eles mesmo o alimento.
Mesmo que a criança não goste do alimento ofertado no primeiro momento, continue oferecendo alimentos saudáveis em diversas apresentações, formatos e texturas. Estudos revelam que pode-se levar em média até 10 tentativas para que o bebê coma com vontade determinado alimento. Entretanto, se a recusa for grande, vale a pena deixar esse alimento de lado e voltar a oferecer depois de duas semanas, evitando momentos traumáticos. A hora é de experimentar diferentes gostos, texturas e consistências. Dê preferência para alimentos amassados. Os pequenos pedaços que estarão presentes no alimento amassado ajudarão a criança a descobrir diferentes possibilidades na sua boca. A comida deve ser saborosa. As primeiras papas devem ser de frutas ou de comidas mais doces, uma vez que o bebê está acostumado com o sabor do leite materno que é adocicado. Introduza alimentos gradativamente, escolhendo um ou dois alimentos diferentes por semana para poder observar melhor os gostos do seu filho e possíveis alergias.
Se essa transição for feita de forma natural e sem pressão, é muito possível que em poucos meses você esteja colhendo os frutos e vendo-o comer com vontade e nos horários determinados. No começo, tudo é exploração e aprendizado.
Lembre-se que o sucesso dessa fase acarretará em uma boa articulação dos sons da fala, já que esta, está ligada ao equilíbrio das funções neurovegetativas de respiração, sucção, mastigação e deglutição. Caso você esteja muito insegura ou com dificuldades procure um profissional que a oriente como passar por essa etapa.

Thuila Corezola Ramos
Fonoaudióloga
Crfa 7 – 9786
thuila.fono@gmail.com

A IMPORTÂNCIA DE DESENVOLVER O HÁBITO DA LEITURA

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Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. É através da leitura que a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores.
A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras. A memória visual é ativada, e este é um recurso importante de aprendizado.

Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Então, o que está esperando? Veja estas dicas e estimule seu filho a embarcar na aventura que só o bom leitor conhece:
– Comece cedo: As pesquisas mostram que quem começa a ler cedo tem mais chances de se tornar um leitor assíduo. Mostram também que o contato com narrativas melhora o futuro desempenho da criança. Por isso, leia para seu filho desde bebê. É importante usar a entonação e a emoção!
– Organize-se: Reserve um horário para a leitura e transforme em um momento de prazer. Aconchegue-se com seu filho, leia para ele, mostrando as palavras. Quando ele crescer, ajude-o na leitura.
– Envolva-se: Antes de qualquer coisa, porque isso vai estreitar o vínculo familiar… Afinal, trata-se de uma experiência compartilhada. Lendo, você ri e se emociona, mostra à criança seu lado humano e capta os sentimentos dela.
– Para crianças pequenas: Muitos dos livros para crianças em fase de pré-alfabetização são verdadeiros brinquedos. Coloridos e dobráveis, eles são muito lúdicos, o que estimula o gosto pelos livros.
– Dê o exemplo: Quer que seu filho leia mais? Então faça o mesmo e comece a substituir alguns momentos em frente à TV pela leitura.
Sempre que estiver lendo um jornal, chame seu filho para ver algo interessante que você encontrou. Pode ser uma tirinha engraçada, uma imagem ou uma notícia do interesse dele.
Não sabe que programas fazer com as crianças? Frequente livrarias. Deixe seus filhos folhearem os livros, leia histórias para eles e, quando possível, leve algum para casa. E, mesmo que você possa, não compre muitos num só dia. Procure manter o hábito de voltar lá outras vezes e levar um por vez.
Boa leitura!!!!

DICAS DE ESTIMULAÇÃO DA LINGUAGEM INFANTIL

linguagem-490x367A estimulação do desenvolvimento da linguagem tem início desde o nascimento. Nos primeiros dias de vida o bebê já interage com o mundo externo. Podemos observar isso com a evolução do seu choro, dos seus movimentos motores, oculares; nos períodos de silêncio, atenção e expressão.
A família tem papel fundamental na estimulação da fala das crianças. Quanto mais a criança for exposta à linguagem, maiores condições ela terá de adquirir a própria linguagem.
Seguem algumas dicas para você ajudar seus filhos no início do desenvolvimento de linguagem:

– Aproveite os momentos de maior atenção da criança para conversar com ela, usando palavras simples e frases curtas, falando de igual para igual.

  – Estimule a comunicação da criança, solicitando que a mesma pronuncie, mesmo que incorretamente, tudo o que solicita ou verbaliza. Evite incentivar o uso de gestos indicativos na comunicação, ou seja, não pegue nenhum objeto sem que a criança tenha falado o nome. Ela deve sentir a necessidade de falar.

– Pronuncie corretamente as palavras, usando boa articulação e entonação, sem usar o diminutivo; Desenvolva sempre as palavras ditas pelo seu filho de maneira correta e motivadora, sem infantilizar a sua fala. É muito importante não falar de forma errada, embora pareça engraçado, apenas prejudicará o desenvolvimento da fala da criança. Por isso, não reforce os erros da criança, achando “bonitinho” como ela fala.

– Mesmo que a criança ainda não fale, é importante ter uma comunicação real com ela, conversando sobre o que acontece em seu dia-a-dia, sobre as brincadeiras, etc.

Aproveite as situações do dia-a-dia, como a hora do banho, do vestir, da alimentação, do lazer, do brincar e a hora de assistir televisão para estimular a comunicação da criança, dando, por exemplo, significado aos objetos, nomeando partes do corpo, atribuindo funções aos brinquedos etc.

 – Escutar deve ser muito prazeroso para a criança e ela deve entender que os sons que escuta têm um significado. Use sinal de escuta. Fale sobre o que ela escutou. Estimule a audição da criança por meio de brinquedos que produzam diferentes tipos de sons.

– É muito importante dar um tempo de espera para a criança escutar e responder o que escutou. Também deixe a criança perceber que existe a vez de um falar e outro ouvir.

– Devolva sempre as palavras ditas pela criança de maneira correta e em forma de frases: Por exemplo, a criança pede água: “ága”. Você deve responder: “Você está com sede? Você quer água?”.

– Cantar músicas é excelente para estimular o ritmo da expressão verbal. Cante sempre e estimule-a a cantar com você; deixe que ela complete algumas palavras da canção.

– Assistir desenhos animados e filmes infantis é uma excelente maneira de criar temas comuns. A diversão é garantida e assunto não faltará.

– Mostrar interesse pela leitura. Para a criança que ainda não sabe ler, interprete histórias. Encante os maiores folheando páginas com figuras e lendo alguns trechos. Contar a mesma história várias vezes. A criançada não exige um conto diferente por dia. A repetição interpretada com entusiasmo e criatividade prende a atenção, gerando expectativa e previsibilidade, itens importantes no processo comunicativo.

– Quando estiver conversando com a criança, esteja sempre no seu campo visual, ou seja, mantenha o contato olho no olho. O toque e o olhar são essenciais para o desenvolvimento da criança, valorize o contato com seu filho (a).

– Estimule os órgãos usados para a fala (lábios, língua, bochechas por meio de vibração e estalo de  lábios e língua (de maneira lúdica: imitar som de carro, do cavalo etc) ou por meio de sons onomatopéicos (som do cachorro, do gato, do telefone, da cobra etc).

– Para ajudá-la no desenvolvimento do vocabulário, faça com que ela identifique as atividades realizadas por ela mesma e atividades do cotidiano. Proporcione sempre palavras novas, mesmo que no momento ela não consiga pronunciá-las.

Todos que convivem e cuidam da criança devem estar comprometidos em estimular o seu desenvolvimento.

 

 

Thuila Corezola Ramos

Fonoaudióloga

Crfa 7 – 9786

thuila.fono@gmail.com