Lidando com as Crises de Birra

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As birras são manifestações comportamentais observadas com relativa frequência nas crianças. Elas expressam a dificuldade que a criança tem de lidar com as frustrações, e isso é natural no processo de desenvolvimento.

Dos dois aos três anos, a birra é muito frequente. Tanto que a faixa etária ficou conhecida como “os terríveis dois anos”. Neste período, as crianças têm um forte desejo de ver suas vontades realizadas naquele exato momento. Se não são atendidas, choram ou gritam, às vezes batem a cabeça no chão ou na parede, jogam objetos, entre outras atitudes.

Mesmo sendo estranho ver o filho que era carinhoso e brincalhão, agora intercalar momentos de intolerância e impaciência, reagindo negativamente a coisas que antes ele fazia, sem problemas, não se surpreenda. Isso é normal. Nesta fase, as crianças demonstram com vigor o anseio pela independência e reagem frente à frustração por não serem atendidas. Perceba que logo em seguida, depois de apresentar esta tempestade de emoções, seu filho volta a ser doce e carinhoso, como se nada tivesse acontecido. O fato de não terem a linguagem verbal completamente desenvolvida nesta fase, dificulta que suas emoções sejam expressas de forma tranquila, sendo manifestas através de atitudes e gestos e crises de birra.

O ‘não’ é o primeiro organizador psíquico da criança e é algo muito importante tanto para ela, quanto para os pais. Para os pais porque vai tornar a vida deles mais fácil, e para a criança porque ela tem de ser preparada para a vida e precisa colher os frutos de uma boa educação. Ou seja, dizer “não” é fundamental para criar crianças que respeitem os limites.

Claro que os ataques de birra dos pequenos não são uma coisa bonita de se ver, mas você deve respirar fundo! Além de chutar, gritar ou socar o chão, seu filho pode jogar coisas, bater ou prender a respiração até ficar roxo. Nessa hora, ele não escutará nenhuma “voz da razão”.

Uma tática que pode funcionar é ficar perto do seu filho durante o chilique. Sair da sala ou do quarto e deixá-lo sozinho – por mais tentador que seja – pode fazê-lo se sentir abandonado. A tempestade de emoções que tomou conta da criança pode ser assustadora para ela, e ela gostará de saber que há alguém por perto. Algumas teorias preconizam deixar a criança sozinha, porém, atualmente SABEMOS QUE ISSO NÃO É O ADEQUADO. A criança não faz birra somente porque aprendeu que ela funciona, mas porque é neurologicamente imatura e não consegue controlar este impulso.

Alguns especialistas recomendam carregar a criança no colo, se possível, e dizer-lhe que o abraço é gostoso. Mas outros dizem que é melhor ignorar o chilique até a criança se acalmar, em vez de “recompensar” o comportamento negativo. Você acabará descobrindo o que é melhor para seu filho por meio de tentativa e erro.

Mas, por mais que o chilique dure, não ceda a demandas pouco razoáveis. Bem que dá vontade de fazer isso, para acabar logo com o escândalo, ainda mais quando se está em público. Tente não se preocupar com o que os outros pensam: todo pai e mãe já passaram por isso. Se você ceder, só vai ensinar ao seu filho que espernear é um bom jeito de conseguir o que quer.

Quando a tempestade passar, converse com seu filho sobre o que aconteceu. Diga que você entendeu a frustração dele, e ajude-o a colocar os sentimentos em palavras, dizendo algo como: “Você estava muito bravo porque você não ganhou aquele brinquedo que queria”. Deixe-o perceber que, se ele usar palavras para se expressar, vai conseguir resultados melhores.

Tente evitar situações que possam levar seu filho a ter uma crise de birra. Por exemplo, se ele é do tipo que fica muito mal-humorado quando está com fome, carregue pequenos lanches. Se ele tem problemas na transição de uma atividade para outra, avise-o com antecedência.

Nessa fase, seu filho também está às voltas com a independência, então lhe dê a chance de fazer escolhas sempre que possível. Ninguém gosta de receber ordens a todo instante.

 

Embora ataques e chiliques diários sejam normais quando a criança tem entre 1 e 3 anos, você precisa ficar de olho em possíveis problemas. Pense se houve algum problema sério na família, uma fase de muita correria na vida de todos, se há tensão entre a mamãe e o papai. Tudo isso pode causar esse tipo de comportamento.

Se seu filho tem mais de 2 anos e meio e continua tendo altos ataques de birra todos os dias, converse com o pediatra. Se a criança for mais nova, mas tiver de três a quatro ataques por dia e não cooperar em nenhuma das atividades diárias, como se vestir ou guardar os brinquedos, também pode ser o caso procurar outro tipo de ajuda. O pediatra pode verificar se há algum problema físico ou psicológico mais sério e sugerir maneiras de lidar com a situação.

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SELETIVIDADE E AVERSÃO ALIMENTAR

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Hoje a nutricionista Aline Pinto Woehlert selecionou um texto bem bacana para o nosso blog.

E para as mamães de Porto Alegre, ela tem um programa de orientação nutricional domiciliar que usa alguns dos produtos da BBDU e muitas outras dicas legais. Quem tiver interesse em saber mais pode entrar em contato com ela pelos fones: (51) 8571 3642 e 9905 4727 ou pelo e-mail: nutrindosn@gmail.com

Em breve ela também terá o Programa Lanche Saudável, uma aula de culinária para meninada.

As crianças pequenas com frequência desenvolvem hábitos alimentares que preocupam os pais. Dois desses hábitos alimentares típicos das crianças são a seletividade alimentar e a aversão a alimentos. O termo seletividade alimentar diz respeito à prática de comer apenas um tipo de alimento repetidamente. A aversão a alimentos consiste na recusa a provar ou comer certos alimentos.
A seletividade alimentar e a aversão a alimentos nas crianças não são sintomas de problemas físicos sérios nem psicológicos. De acordo com os Institutos Nacionais da Saúde dos EUA (National Institutes of Health – NIH), esses hábitos alimentares fazem parte do desenvolvimento infantil normal. Eles funcionam como formas pelas quais as crianças tentam afirmar sua independência e exercitar algum controle sobre os acontecimentos diários (NIH).
Como lidar com a seletividade alimentar
As recomendações sobre como lidar com o problema de crianças que têm interesse em comer apenas um tipo de alimento em todas as refeições podem ser surpreendentes. De acordo com o NIH, a melhor coisa que os pais podem fazer é dar o alimento desejado junto com outras opções, desde que o alimento preferido pela criança seja saudável e não seja trabalhoso demais ou difícil de preparar (NIH). Dentro de um período relativamente curto, geralmente a criança começa a consumir uma maior variedade de alimentos.
Se o alimento preferido pela criança não for saudável ou exigir tempo demais para ser preparado, permitir que a criança o coma em todas as refeições não é uma opção razoável nem desejável. A alternativa é oferecer outros alimentos nutritivos nos horários de refeições e lanches. É importante que os pais percebam que a criança não vai passar fome só porque não come o único alimento que quer. Mesmo que a criança não coma praticamente nada no café da manhã, a tendência é de que ela compense comendo mais em algum momento do dia. Recomenda-se que os pais tentem não se preocupar excessivamente se a criança comer menos durante certas refeições.
Como lidar com a aversão a alimentos
Uma das recomendações mais importantes quando uma criança pequena demonstra resistência a provar novos alimentos é não transformar a situação em um problema de grandes proporções. Por exemplo, não é recomendável chantagear, barganhar, ameaçar ou castigar a criança na tentativa de fazê-la provar algum alimento. O melhor é simplesmente continuar a apresentar à criança novos alimentos regularmente. Isso fará com que ela tenha a oportunidade de provar novos alimentos se quiser. Há uma grande chance de que, com o tempo, a criança prove e aceite uma maior variedade de alimentos, o que tornará o momento das refeições mais fácil para pais e filhos.
Ao longo do tempo, comer um número extremamente limitado de alimentos pode fazer com que a criança não receba os nutrientes necessários para o bom funcionamento de seu corpo e a sua saúde. Esse será o caso principalmente se os únicos alimentos que ela quer comer não forem saudáveis. Neste caso, a orientação é procurar o pediatra ou nutricionista para que possa ser feito uma avaliação e acompanhamento mais criterioso.

Nut.Aline Pinto Woehlert, CRN2 5092, RT Nutrição e Saúde.

 

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Linguagem Infantil

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A evolução da linguagem da criança é um processo gradual e não é igual para todas as crianças. O desenvolvimento da linguagem é um processo muito complexo. Para que ocorra a aquisição e o desenvolvimento adequado da fala e da linguagem, muitos fatores estão envolvidos desde o nascimento do bebê como boa audição, adequado desenvolvimento das funções de sucção, deglutição, respiração e mastigação, cognição entre outros fatores.  Falar implica ouvir e processar o que se ouve, replicar utilizando as palavras adequadas e fazer os movimentos articulares certos possuindo coordenação respiratória. A evolução da linguagem é um processo gradual e não é igual para todos os bebês e crianças – uns têm um ritmo mais lento, outros mais acelerado.

Desenvolvimento esperado da linguagem

De 0 a 3 meses: o bebê reage ao meio através dos reflexos e os adultos dão significados a esses comportamentos. Há presença do sorriso reflexo. Apresenta movimentos corporais bruscos ou acorda ao ouvir estímulo sonoro. Aquieta-se com a voz da mãe.  Procura fonte sonora com movimentos oculares.

De 3 a 8 meses: nesta fase o bebê deixa de reagir e passa a agir sobre o ambiente, aumentando sua atividade exploratória e interessando-se por pessoas e objetos. Pára de chorar ao ouvir música. Começa a voltar a cabeça em direção a um som lateral e próximo.  Já imita, tentando vocalizar com entoação, usa algumas consoantes: ma-ma, pa-pa, da-da, sem significado. Responde ao nome. A compreensão dos comportamentos do bebê se torna mais fácil por parte dos adultos.

De 8 a 12 meses: surge a comunicação intencional, ou seja, a criança compreende que pode usar o outro como meio para satisfazer seus desejos. Porém, utiliza formas de comunicação elementares, como levar a mão do adulto na direção do objeto, olhar para o objeto e para o adulto alternadamente, começa a entender o “não”, usa palavras como mamã ou papá já com significado.

De 12 a 18 meses: a criança passa a utilizar gestos convencionais de comunicação, como “jogar beijo”, “dar tchau”. Nesta idade também surgem as primeiras palavras, que podem ter múltiplas significações; por ex.: chama “cachorro” a todos os animais. Crescimento quantitativo de compreensão e produção de palavras.
Compreende verbos que representam ações concretas (dá, acabou, quer).
Identifica objetos familiares através de nomeação.
Identifica parte do corpo em si mesma.
Utiliza-se de palavra-frase (usa uma palavra que corresponde a um enunciado completo). Repete palavras familiares.

Entre 18 e 24 meses: as orações apresentam dois ou três vocábulos; p. ex.: “nenê bola”, “qué leite”. Presta atenção e compreende histórias. Identifica parte do corpo no outro. Usa o próprio nome.

De 2 a 3 anos: – Iniciam-se seqüências de três elementos, por ex.: “nenê come pão” (fala telegráfica). Aponta gravura de objeto familiar descrito por seu uso. Identifica objetos familiares pelo nome e uso. Aponta cores primárias quando nomeadas (vermelho, azul, amarelo…). Compreende o “Onde ? ” “Como ?” Pergunta o que? Nomeia ações representadas por figuras.

Combina objetos semelhantes.

A partir dos 3 anos aumenta extraordinariamente o número de vocábulos da criança e espera-se que até os 5 anos ela tenha domínio de todos os fonemas (sons) da língua.

Thuila Corezola Ramos

Fonoaudióloga

Crfa 7 – 9786

thuila.fono@gmail.com

 

Conheça o Pote da Calma (Calming Jar)

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Calming Jar, em livre tradução, o vidro ou o pote da calma, é um instrumento inspirado no método Maria Montessori, usado para acalmar as crianças depois de um choro ou de uma briga.

Em especial o instrumento ajudaria as crianças a ficarem tranquilas para conseguirem escutar o que os pais ou os professores têm a dizer. O pote da calma é utilizado nos momentos em que as crianças precisam de alguns minutos para se acalmar.

O pote da calma tem glitter colorido e basta agitá-lo para criar um pouco de “magia”. O efeito chamaria a atenção da criança que, atraída pelo brilho, se volta para o momento presente. O seu conteúdo pode ser de diversas cores, porém, o AZUL tem demonstrado ser a cor com maior poder calmante.

É como ensinar as crianças a respirarem fundo nos momentos em que elas precisam ficar calmas para tentarem explicar suas tristezas, frustrações ou raivas, o que é muito difícil para elas.

Os princípios do Método Maria Montessori de educação é aplicável a todos, mesmo em casa e não havendo à disposição os materiais didáticos que fazem parte do método escolar.

De acordo com Maria Montessori, o centro da aprendizagem é a própria criança que, com sua curiosidade natural, explora e dá ainda mais vazão à sua necessidade de aprender, se tiver à sua disposição um ambiente adequado, variado e estimulante.

Alguma vez você já se viu diante de uma criança contrariada, agitada e nada pareceu ajudar a acalmá-la? O pote da calma surgiu como um recurso concreto e portátil (pois seu tamanho é adequado para ser utilizado em vários ambientes) para ajudar a criança na contenção de suas reações.

A criança pré-escolar (e até mesmo algumas mais velhas) não é capaz de autorregular suas reações físicas e emocionais aos estressores do meio externo. Assim como os bebês recém-nascidos, precisam desenvolver a regulação de seus batimentos cardíacos, respiração e temperatura, as crianças precisam de recursos para desenvolver a capacidade de regulação das reações emocionais.

Todas as crianças, durante a etapa de desenvolvimento do controle emocional, podem se beneficiar deste instrumento. Mas, especialmente as crianças portadoras de Transtornos do Espectro Autista ou com outros transtornos do desenvolvimento podem utilizar o pote da calma de forma muito eficaz. A manutenção do foco em uma mesma atividade e a sensação de que existe um apoio externo concreto, nestes casos, é de grande valia.

Esta capacidade se chama “aprendizagem de autorregulação”. A criança tem a necessidade de modelos e instruções do adulto para ir construindo esta capacidade, bem como necessita de acompanhamento das reações ao estresse emocional. Com o tempo, espera-se que a criança vá aprendendo a regular-se e acalmar-se sozinha. O pote da calma surge como um instrumento para auxiliar neste processo.

Se a criança estiver tão contrariada ou chateada a ponto de não poder ser consolada ou distraída com outras atividades “calmantes”, o pote da calma serve como uma “âncora” visual que ajuda a trazer seu foco para um único ponto diferente do seu mundo que naquele momento está “fora de controle”.

Num primeiro momento o uso do pote da calma deve ser introduzido por um adulto. É importante que seja explicado e apresentado para a criança em um momento de tranquilidade e calma, para que ela entenda adequadamente para que e como funciona. É indicado que a criança ajude na montagem do seu pote, pois isto a envolverá no processo de entendimento deste instrumento de apoio para ajuda-la a se acalmar.

Como montar e utilizar:

– Em primeiro lugar, aproveite o momento de montagem para contar a história do pote. Mostre o pote, a cola colorida e a garrafa PET. Diga que farão “uma poção mágica que tem o poder de acalmar as crianças quando estão brabas ou nervosas”;

– O adulto deve chacoalhar o pote e dar para a criança.  Deverá instruí-la a olhar o processo do glitter caindo até a base e explicar seu funcionamento. Você poderá explicar que em quanto ela observa o processo, pode dizer com as próprias palavras o porquê estava tão nervosa em dado momento. Por exemplo, após ser contrariada em um pedido, porque ela gritou e se atirou no chão: “conte para todas essas estrelinhas como você estava se sentindo até que elas tenham caído todas até o fundo do pote. As estrelinhas estão acostumadas a ouvir os problemas de muitas crianças e tem o super poder de acalmar”.

 O esperado é que após a repetição destas instruções algumas vezes, que a própria criança utilize o pote da calma quando sentir necessidade.

O grande objetivo é auxiliar a criança no processo do desenvolvimento da autorregulação de suas reações físicas emocionais frente aos estressores do mundo externo, e assim, ir criando uma criança que se sinta capaz de buscar o próprio equilíbrio para lidar com as situações complexas do dia a dia.

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Aprendendo a Ficar Longe

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Hoje em dia é muito comum que um dos pais tenha uma vida profissional em que precise ausentar-se. A realidade se impõe e a busca pelo crescimento profissional é constante. O fato de ter que permanecer longe de um filho, especialmente se for pequeno, pode gerar muito sofrimento, tanto para o adulto quanto para a criança. As mães costumam sofrer muita pressão quando são elas que precisam se ausentar, pois culturalmente, é mais esperado que as mães fiquem em casa cuidando de seus filhos do que deleguem esta tarefa a alguém. Portanto, é necessária a colaboração de toda família para que esta ausência não seja traumatizante.

Crianças pequenas, especialmente as que têm até seis anos de idade, apresentam comumente medo do abandono dos pais ou de sua perda. Então, é extremamente recomendado que ela sempre seja reforçada em saber que os pais irão VOLTAR e quanto TEMPO ficarão longe. Mesmo que ela não tenha a noção de tempo bem organizada ainda, este tipo de orientação diminui sua angústia e constrói um vínculo de confiança com seus pais. Da mesma forma, é importante o pai ou a mãe (quem for ficar longe) demonstrar que confia nos cuidadores substitutos, sejam os avós, uma babá ou outro familiar. Toda criança sente quando estamos inseguros e isto pode gerar angústia.

Algumas orientações para quem está vivendo este momento:

-Explique o que é saudade, e que é natural a gente sentir falta de alguém que gostamos quando estamos longe;

– Demonstre confiança no cuidador que ficará com a criança, explique que você sabe que ele ficará bem cuidado e que você só está indo viajar porque existe essa confiança;

-Utilize algum recurso visual, que tenha a função de calendário, para que a criança possa acompanhar a passagem do tempo de forma concreta;

-Procure não aliviar sua culpa trazendo grandes presentes, mas é recomendado sim, trazer algo significativo de sua viagem, como um brinquedo típico local ou algum alimento que seja permitido para a idade da criança;

– Deixe fotos suas para que a criança possa sentir-se acompanhada por você.

Estas e outras dicas podem ser utilizadas, porém o mais importante, é sentir que a decisão de viajar é benéfica para os dois lados e ser encarada com leveza.

. O “Mural das Conquistas – Aprendendo a ficar longe” desenvolvido pela BBDU tem como objetivo que a criança visualize o “passar do tempo” até o retorno da viagem. Naturalmente, a criança não tem a noção de temporalidade e isto precisa ser construído através da orientação dos adultos e amadurecimento cognitivo. Tornar este processo visual e divertido, auxilia a angústia de estar temporariamente separados de um dos pais.

A viagem pode ser profissional ou a passeio e certamente será muito mais prazerosa se você souber que seu filho está bem. Por isso, esteja preparada, prepare a criança para este momento e boa viagem!

 

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Saiba mais sobre o Mural Aprendendo a Ficar Longe

COMO FAZER A RETIRADA DA CHUPETA

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Sabemos que a função da chupeta além de promover o ato da sucção é de acalmar e tranquilizar o bebê. Então é fundamental atentar para o tempo de uso diário. Frequentemente vemos crianças que criaram o hábito de usar a chupeta em todos os momentos do dia. Essas crianças podem apresentar mais dificuldade para deixar de usá-la, mas os pais devem ter paciência e firmeza nos acordos que serão criados para ter sucesso nesse processo.

A pergunta mais comum que os pais se fazem é: qual a idade ideal para tirar a chupeta? Bom, devemos atentar que a retirada da chupeta deve coincidir com a época do nascimento dos dentes para que não aja prejuízo no crescimento e desenvolvimento tanto dos dentes quanto da mandíbula. O crescimento dos primeiros dentes se inicia por volta dos 6 meses. Aos dois anos a criança já apresenta praticamente completa a sua dentição. Por esse motivo a retirada da chupeta deve ocorrer nesse período, normalmente a partir do um ano e meio de vida. Após os dois anos de idade, qualquer objeto que permanecer na boca da criança poderá alterar suas estruturas orais. Nesta fase normalmente a criança a utiliza apenas por hábito ou como brinquedo, mas o seu uso prolongado pode atrapalhar o alinhamento dos dentes, causar flacidez da musculatura facial, impedir a correta movimentação da língua durante a fala e favorecer a instalação da respiração bucal. Então o recomendado é sempre limitar o uso da chupeta, principalmente quando a criança começa a aprender suas primeiras palavras. Aprender a falar é um processo muito importante, e fazer isto com uma chupeta na boca pode prejudicar e atrasar esse processo.

            Mas então como os pais devem conduzir o processo de retirada da chupeta? A retirada da chupeta deve ser gradativa. Emocionalmente falando não dá para tirar a chupeta da vida da criança de uma hora para outra, pois essa mudança brusca gera muita ansiedade, pois o bebê de repente vai se sentir privado do único recurso que conhece para se acalmar. Outro fato importante a considerar é que essa retirada não deve ocorrer em momentos de instabilidade da criança ou da família, como por exemplo mudança de casa ou conflito entre os pais.

Outra dica importante é combinar quando a chupeta pode ser usada. Faça acordos com a criança. Libere a chupeta quando a criança estiver indisposta ou na hora de dormir, por exemplo. Durante o sono, é comum as crianças soltarem o objeto enquanto estão dormindo. Caso o seu filho não faça isso tente tirar a chupeta delicadamente e deixe ao lado do travesseiro. Quando a criança acordar sem a chupeta na boca, chame atenção para o fato, destacando que ela já não precisa mais da chupeta.

Proíba o uso durante alguns momentos como visitas à casa de parentes, passeios ou toda vez que ele quiser falar algo. Não se esforce para entender o que a criança está dizendo. Não suma com a chupeta esperando que a criança vá se esquecer de usá-la. É importante que elas participem ativamente dos combinados, assim, é mais fácil cobrar o empenho delas. Evite ter mais de uma chupeta. Não passe pimenta ou outro condimento na chupeta. A criança precisa deixar de usá-la conscientemente, mesmo tendo pouca idade.

Também não dê apelidos antipáticos como “caca” e “nojinho” aos acessórios. Isso pode causar confusão e uma sensação de insegurança e ansiedade na criança uma vez que até pouco tempo esse objeto era oferecido pelos pais. Cuide para que os familiares que convivem com a criança estejam de acordo com essa decisão e que não ofertem a chupeta em momentos que não foram combinados pelos pais para não confundir a criança, e também para não serem vítimas dela, correndo o risco de serem colocados uns contra os outros.

Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples — não dê doces a ela no lugar da chupeta.  Mostre que crianças mais velhas não usam chupeta. Muitas crianças adoram se sentir mais crescidas.

Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. Quando ele completar uma semana sem chupeta, dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois.

Aproveite datas comemorativas para sugerir que seu filho dê a chupeta ou a mamadeira de presente. Depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a “fada da chupeta”. É normal que durante os dois primeiros dias, mais ou menos, os filhos sintam muita falta da chupeta. Não caia na tentação de oferecê-la novamente em caso de choro ou manha. Converse com a criança e explique que ela está crescendo e já tem condições de falar sobre seus sentimentos.

Por fim, sugiro que não desista nas primeiras tentativas. Não é de um dia para o outro que a situação se resolverá. As crianças têm apego à chupeta e à mamadeira e pode ser que chorem muito querendo desfazer os acordos. Mantenha-se firme. Diga que o que foi combinado precisa ser mantido para o bem dela.

Thuila Corezola Ramos

Fonoaudióloga

Crfa 7 – 9786

thuila.fono@gmail.com

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Como Lidar com as Culpas Maternas

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As pessoas costumam conhecer a frase que diz: “Quando nasce um bebê, nasce uma mãe”… E poderíamos completar essa frase dizendo “E nasce a culpa”!

Nove entre dez mães sofrem com sentimentos de culpa. As razões podem ser das mais diversas possíveis, desde coisas banais até coisas mais sérias.  Certo é que até as mais bem resolvidas não escapam de uma certa culpa em algum momento.

Nós queremos o melhor para nossos filhos e estamos constantemente nos cobrando para acertar tudo na arte de criar um adulto feliz e saudável. Claro, que uma dose moderada de autocrítica é importante. A culpa tem seu lado saudável, pois é o sinal de que existe preocupação com o outro e com o que seu comportamento causa nas outras pessoas. Ou seja, a culpa faz parte da vida de quem zela pelos filhos. Uma atitude saudável, portanto, é usar o sentimento como um instrumento diário de aperfeiçoamento da vida em família. Ao menor sinal de culpa, pare, avalie a situação e deixe o instinto agir.

Porém, quando existe um exagero ou quando a mãe não consegue liberar-se da culpa nunca, devemos parar e refletir.  A pergunta chave que você deve fazer para você mesma é: Isso realmente vai afetar o desenvolvimento dos meus filhos?

Está claro que, na maioria dos casos, a culpa é parte de uma armadilha que criamos para nós mesmos. O sentimento de culpa das mães muitas vezes reflete a fantasia onipotente de que deveriam fazer tudo no mais alto nível de perfeição. Existe uma grande tendência das mães conviverem em grupos e caírem na tentação de fazer comparações com outras mães e crianças. Acontece que as mães não são seres ideais, mas reais. A raiva ou até mesmo a culpa fazem parte da constituição emocional de todo o ser humano. É importante permitir identificá-las, senti-las ao invés de negá-las e julgá-las. Aprender a ser menos severa consigo mesma e assumir uma atitude mais natural frente às situações de conflito. Ao permitir-se ser uma “pessoa real” e que sente sentimentos contrastantes estará sendo mais espontânea e, portanto, colaborando para a educação da criança. Lembrar que no vasto campo das emoções não existe sentir certo ou sentir errado, mas apenas o sentir!

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