Alimentação Variada x Paladar Restritivo

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Antes de falar um pouquinho a respeito deste tema que gera tanta angustia nos pais, gostaria de me apresentar: meu nome é Daniella Miranda, sou Nutricionista e a partir deste mês irei participar aqui no blog da BBDU apresentando temas relacionados à alimentação dos pequenos.

 Uma queixa muito frequente entre os pais é que seus filhos são muito restritivos, aceitam somente os mesmos alimentos. Usualmente esses alimentos bem aceitos são lácteos, pães, massas, arroz e doces (cuidado com os doces! – tema de próximos posts). O que tende a ser menos aceito são os vegetais e frutas cítricas. Sabemos o quanto é importante que a alimentação das crianças (e de todo mundo) seja variada e colorida pois isto é sinônimo de alimentação rica em diferentes micronutrientes. Mas então, como estimular seu filho a experimentar novos alimentos e estimulá-lo? Segue aqui minhas dicas:

1) Dê o exemplo: para tudo na vida os pais são o exemplo não é mesmo?! E na alimentação não seria diferente! Sabemos que a partir do 1º ano a criança volta sua atenção para o comportamento dos adultos e que a chance de ela aceitar um alimento quando os pais além de lhe oferecerem também o consomem é muito maior. Não adianta você oferecer ao seu filho um prato com saladas se você mesmo não se serve disto. O mesmo serve para os alimentos que você julga que ele não deve comer!

2) Não faça chantagens: se você atrelar a sobremesa ao consumo de determinado alimento que você quer que seu filho experimente, isso vai criar na mente dele a noção de que para ganhar aquilo que ele gosta e lhe dá prazer (o doce) ele precisa comer algo que é ruim (o brócolis, por exemplo). Esta atitude só reforça a rejeição da criança e fortaleça a ideia de que aquele alimento não é gostoso, afinal de contas você precisa recompensá-lo para que o consuma.

3) Não desista: se seu filho recusar determinado alimento, procure oferecê-lo novamente em outras refeições. São necessárias em média, oito a dez exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança. Mas é importante que você não obrigue a criança a comê-lo! Coloque no prato do seu filho o alimento, peça para que ele experimente-o, mas se ele se recusar deixe e repita isto nas próximas refeições

4) Não misture ou liquidifique: é importante que o seu filho reconheça e perceba os diferentes alimentos e texturas. Mesmo no início da introdução alimentar os alimentos não devem ser liquidificados e sim amassados, apresentados em forma de papa ou purê. Além disso uma alimentação toda misturada/liquidificada não é nada atrativa não é mesmo?!

5) Não substitua as refeições por bebida láctea: a substituição frequente das refeições por bebida láctea (leite com suplemento, leite com achocolatado, iogurte, petit suisse) pode causar excesso de peso e anemia. Ademais, a criança se condiciona a oferta de um substituto para a refeição recusada o que reforça o desinteresse pelos demais alimentos.

6) Chame seu filho para participar do preparo das refeições: isto serve somente para as crianças maiorzinhas mas é uma ótima estratégia para estimulá-los a experimentar novos alimentos ou preparações. Convide seu filho para lavar uma fruta ou vegetal, separar os ingredientes das preparações, montar sanduiches, amassar a massa de biscoitos/pães e etc. Isto vai fazer com que ele se interesse em comer aquilo que ajudou a preparar. Porém tenha sempre o cuidado de mantê-los longe do fogão e facas.

7) Capriche na apresentação: lembrem-se que nós ‘comemos também com os olhos’. Prepare refeições atrativas, coloridas, criativas, com desenhos, as quais despertarão maior interesse das crianças. Vide foto:

8) Mantenha a calma: esta é uma dica muito importante! Muitos pais se frustram ou se irritam pois seus filhos são restritivos e este é um sentimento normal, mas que não deve ser demonstrado aos pequenos. Se os pais se ‘descontrolam’ as crianças percebem e podem ficar ainda mais inseguras e resistentes a mudança na alimentação. Busque ter paciência e siga investindo na nutrição do seu filho!

E não se esqueça, quanto mais cedo seu filho for apresentado aos diferentes alimentos mais fácil será sua aceitação! Por isso varie os alimentos ofertados desde a introdução da alimentação complementar (a partir dos 6 meses).

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Com carinho

Nutri Daniella Miranda

CRN2 11488

nutri.daniellam@gmail.com

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DICAS DE ESTIMULAÇÃO DA LINGUAGEM INFANTIL

linguagem-490x367A estimulação do desenvolvimento da linguagem tem início desde o nascimento. Nos primeiros dias de vida o bebê já interage com o mundo externo. Podemos observar isso com a evolução do seu choro, dos seus movimentos motores, oculares; nos períodos de silêncio, atenção e expressão.
A família tem papel fundamental na estimulação da fala das crianças. Quanto mais a criança for exposta à linguagem, maiores condições ela terá de adquirir a própria linguagem.
Seguem algumas dicas para você ajudar seus filhos no início do desenvolvimento de linguagem:

– Aproveite os momentos de maior atenção da criança para conversar com ela, usando palavras simples e frases curtas, falando de igual para igual.

  – Estimule a comunicação da criança, solicitando que a mesma pronuncie, mesmo que incorretamente, tudo o que solicita ou verbaliza. Evite incentivar o uso de gestos indicativos na comunicação, ou seja, não pegue nenhum objeto sem que a criança tenha falado o nome. Ela deve sentir a necessidade de falar.

– Pronuncie corretamente as palavras, usando boa articulação e entonação, sem usar o diminutivo; Desenvolva sempre as palavras ditas pelo seu filho de maneira correta e motivadora, sem infantilizar a sua fala. É muito importante não falar de forma errada, embora pareça engraçado, apenas prejudicará o desenvolvimento da fala da criança. Por isso, não reforce os erros da criança, achando “bonitinho” como ela fala.

– Mesmo que a criança ainda não fale, é importante ter uma comunicação real com ela, conversando sobre o que acontece em seu dia-a-dia, sobre as brincadeiras, etc.

Aproveite as situações do dia-a-dia, como a hora do banho, do vestir, da alimentação, do lazer, do brincar e a hora de assistir televisão para estimular a comunicação da criança, dando, por exemplo, significado aos objetos, nomeando partes do corpo, atribuindo funções aos brinquedos etc.

 – Escutar deve ser muito prazeroso para a criança e ela deve entender que os sons que escuta têm um significado. Use sinal de escuta. Fale sobre o que ela escutou. Estimule a audição da criança por meio de brinquedos que produzam diferentes tipos de sons.

– É muito importante dar um tempo de espera para a criança escutar e responder o que escutou. Também deixe a criança perceber que existe a vez de um falar e outro ouvir.

– Devolva sempre as palavras ditas pela criança de maneira correta e em forma de frases: Por exemplo, a criança pede água: “ága”. Você deve responder: “Você está com sede? Você quer água?”.

– Cantar músicas é excelente para estimular o ritmo da expressão verbal. Cante sempre e estimule-a a cantar com você; deixe que ela complete algumas palavras da canção.

– Assistir desenhos animados e filmes infantis é uma excelente maneira de criar temas comuns. A diversão é garantida e assunto não faltará.

– Mostrar interesse pela leitura. Para a criança que ainda não sabe ler, interprete histórias. Encante os maiores folheando páginas com figuras e lendo alguns trechos. Contar a mesma história várias vezes. A criançada não exige um conto diferente por dia. A repetição interpretada com entusiasmo e criatividade prende a atenção, gerando expectativa e previsibilidade, itens importantes no processo comunicativo.

– Quando estiver conversando com a criança, esteja sempre no seu campo visual, ou seja, mantenha o contato olho no olho. O toque e o olhar são essenciais para o desenvolvimento da criança, valorize o contato com seu filho (a).

– Estimule os órgãos usados para a fala (lábios, língua, bochechas por meio de vibração e estalo de  lábios e língua (de maneira lúdica: imitar som de carro, do cavalo etc) ou por meio de sons onomatopéicos (som do cachorro, do gato, do telefone, da cobra etc).

– Para ajudá-la no desenvolvimento do vocabulário, faça com que ela identifique as atividades realizadas por ela mesma e atividades do cotidiano. Proporcione sempre palavras novas, mesmo que no momento ela não consiga pronunciá-las.

Todos que convivem e cuidam da criança devem estar comprometidos em estimular o seu desenvolvimento.

 

 

Thuila Corezola Ramos

Fonoaudióloga

Crfa 7 – 9786

thuila.fono@gmail.com

 

 

Lidando com as Crises de Birra

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As birras são manifestações comportamentais observadas com relativa frequência nas crianças. Elas expressam a dificuldade que a criança tem de lidar com as frustrações, e isso é natural no processo de desenvolvimento.

Dos dois aos três anos, a birra é muito frequente. Tanto que a faixa etária ficou conhecida como “os terríveis dois anos”. Neste período, as crianças têm um forte desejo de ver suas vontades realizadas naquele exato momento. Se não são atendidas, choram ou gritam, às vezes batem a cabeça no chão ou na parede, jogam objetos, entre outras atitudes.

Mesmo sendo estranho ver o filho que era carinhoso e brincalhão, agora intercalar momentos de intolerância e impaciência, reagindo negativamente a coisas que antes ele fazia, sem problemas, não se surpreenda. Isso é normal. Nesta fase, as crianças demonstram com vigor o anseio pela independência e reagem frente à frustração por não serem atendidas. Perceba que logo em seguida, depois de apresentar esta tempestade de emoções, seu filho volta a ser doce e carinhoso, como se nada tivesse acontecido. O fato de não terem a linguagem verbal completamente desenvolvida nesta fase, dificulta que suas emoções sejam expressas de forma tranquila, sendo manifestas através de atitudes e gestos e crises de birra.

O ‘não’ é o primeiro organizador psíquico da criança e é algo muito importante tanto para ela, quanto para os pais. Para os pais porque vai tornar a vida deles mais fácil, e para a criança porque ela tem de ser preparada para a vida e precisa colher os frutos de uma boa educação. Ou seja, dizer “não” é fundamental para criar crianças que respeitem os limites.

Claro que os ataques de birra dos pequenos não são uma coisa bonita de se ver, mas você deve respirar fundo! Além de chutar, gritar ou socar o chão, seu filho pode jogar coisas, bater ou prender a respiração até ficar roxo. Nessa hora, ele não escutará nenhuma “voz da razão”.

Uma tática que pode funcionar é ficar perto do seu filho durante o chilique. Sair da sala ou do quarto e deixá-lo sozinho – por mais tentador que seja – pode fazê-lo se sentir abandonado. A tempestade de emoções que tomou conta da criança pode ser assustadora para ela, e ela gostará de saber que há alguém por perto. Algumas teorias preconizam deixar a criança sozinha, porém, atualmente SABEMOS QUE ISSO NÃO É O ADEQUADO. A criança não faz birra somente porque aprendeu que ela funciona, mas porque é neurologicamente imatura e não consegue controlar este impulso.

Alguns especialistas recomendam carregar a criança no colo, se possível, e dizer-lhe que o abraço é gostoso. Mas outros dizem que é melhor ignorar o chilique até a criança se acalmar, em vez de “recompensar” o comportamento negativo. Você acabará descobrindo o que é melhor para seu filho por meio de tentativa e erro.

Mas, por mais que o chilique dure, não ceda a demandas pouco razoáveis. Bem que dá vontade de fazer isso, para acabar logo com o escândalo, ainda mais quando se está em público. Tente não se preocupar com o que os outros pensam: todo pai e mãe já passaram por isso. Se você ceder, só vai ensinar ao seu filho que espernear é um bom jeito de conseguir o que quer.

Quando a tempestade passar, converse com seu filho sobre o que aconteceu. Diga que você entendeu a frustração dele, e ajude-o a colocar os sentimentos em palavras, dizendo algo como: “Você estava muito bravo porque você não ganhou aquele brinquedo que queria”. Deixe-o perceber que, se ele usar palavras para se expressar, vai conseguir resultados melhores.

Tente evitar situações que possam levar seu filho a ter uma crise de birra. Por exemplo, se ele é do tipo que fica muito mal-humorado quando está com fome, carregue pequenos lanches. Se ele tem problemas na transição de uma atividade para outra, avise-o com antecedência.

Nessa fase, seu filho também está às voltas com a independência, então lhe dê a chance de fazer escolhas sempre que possível. Ninguém gosta de receber ordens a todo instante.

 

Embora ataques e chiliques diários sejam normais quando a criança tem entre 1 e 3 anos, você precisa ficar de olho em possíveis problemas. Pense se houve algum problema sério na família, uma fase de muita correria na vida de todos, se há tensão entre a mamãe e o papai. Tudo isso pode causar esse tipo de comportamento.

Se seu filho tem mais de 2 anos e meio e continua tendo altos ataques de birra todos os dias, converse com o pediatra. Se a criança for mais nova, mas tiver de três a quatro ataques por dia e não cooperar em nenhuma das atividades diárias, como se vestir ou guardar os brinquedos, também pode ser o caso procurar outro tipo de ajuda. O pediatra pode verificar se há algum problema físico ou psicológico mais sério e sugerir maneiras de lidar com a situação.

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COMO FAZER A RETIRADA DA CHUPETA

A Baby Girl's Hand and a teething ring

Sabemos que a função da chupeta além de promover o ato da sucção é de acalmar e tranquilizar o bebê. Então é fundamental atentar para o tempo de uso diário. Frequentemente vemos crianças que criaram o hábito de usar a chupeta em todos os momentos do dia. Essas crianças podem apresentar mais dificuldade para deixar de usá-la, mas os pais devem ter paciência e firmeza nos acordos que serão criados para ter sucesso nesse processo.

A pergunta mais comum que os pais se fazem é: qual a idade ideal para tirar a chupeta? Bom, devemos atentar que a retirada da chupeta deve coincidir com a época do nascimento dos dentes para que não aja prejuízo no crescimento e desenvolvimento tanto dos dentes quanto da mandíbula. O crescimento dos primeiros dentes se inicia por volta dos 6 meses. Aos dois anos a criança já apresenta praticamente completa a sua dentição. Por esse motivo a retirada da chupeta deve ocorrer nesse período, normalmente a partir do um ano e meio de vida. Após os dois anos de idade, qualquer objeto que permanecer na boca da criança poderá alterar suas estruturas orais. Nesta fase normalmente a criança a utiliza apenas por hábito ou como brinquedo, mas o seu uso prolongado pode atrapalhar o alinhamento dos dentes, causar flacidez da musculatura facial, impedir a correta movimentação da língua durante a fala e favorecer a instalação da respiração bucal. Então o recomendado é sempre limitar o uso da chupeta, principalmente quando a criança começa a aprender suas primeiras palavras. Aprender a falar é um processo muito importante, e fazer isto com uma chupeta na boca pode prejudicar e atrasar esse processo.

            Mas então como os pais devem conduzir o processo de retirada da chupeta? A retirada da chupeta deve ser gradativa. Emocionalmente falando não dá para tirar a chupeta da vida da criança de uma hora para outra, pois essa mudança brusca gera muita ansiedade, pois o bebê de repente vai se sentir privado do único recurso que conhece para se acalmar. Outro fato importante a considerar é que essa retirada não deve ocorrer em momentos de instabilidade da criança ou da família, como por exemplo mudança de casa ou conflito entre os pais.

Outra dica importante é combinar quando a chupeta pode ser usada. Faça acordos com a criança. Libere a chupeta quando a criança estiver indisposta ou na hora de dormir, por exemplo. Durante o sono, é comum as crianças soltarem o objeto enquanto estão dormindo. Caso o seu filho não faça isso tente tirar a chupeta delicadamente e deixe ao lado do travesseiro. Quando a criança acordar sem a chupeta na boca, chame atenção para o fato, destacando que ela já não precisa mais da chupeta.

Proíba o uso durante alguns momentos como visitas à casa de parentes, passeios ou toda vez que ele quiser falar algo. Não se esforce para entender o que a criança está dizendo. Não suma com a chupeta esperando que a criança vá se esquecer de usá-la. É importante que elas participem ativamente dos combinados, assim, é mais fácil cobrar o empenho delas. Evite ter mais de uma chupeta. Não passe pimenta ou outro condimento na chupeta. A criança precisa deixar de usá-la conscientemente, mesmo tendo pouca idade.

Também não dê apelidos antipáticos como “caca” e “nojinho” aos acessórios. Isso pode causar confusão e uma sensação de insegurança e ansiedade na criança uma vez que até pouco tempo esse objeto era oferecido pelos pais. Cuide para que os familiares que convivem com a criança estejam de acordo com essa decisão e que não ofertem a chupeta em momentos que não foram combinados pelos pais para não confundir a criança, e também para não serem vítimas dela, correndo o risco de serem colocados uns contra os outros.

Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples — não dê doces a ela no lugar da chupeta.  Mostre que crianças mais velhas não usam chupeta. Muitas crianças adoram se sentir mais crescidas.

Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. Quando ele completar uma semana sem chupeta, dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois.

Aproveite datas comemorativas para sugerir que seu filho dê a chupeta ou a mamadeira de presente. Depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a “fada da chupeta”. É normal que durante os dois primeiros dias, mais ou menos, os filhos sintam muita falta da chupeta. Não caia na tentação de oferecê-la novamente em caso de choro ou manha. Converse com a criança e explique que ela está crescendo e já tem condições de falar sobre seus sentimentos.

Por fim, sugiro que não desista nas primeiras tentativas. Não é de um dia para o outro que a situação se resolverá. As crianças têm apego à chupeta e à mamadeira e pode ser que chorem muito querendo desfazer os acordos. Mantenha-se firme. Diga que o que foi combinado precisa ser mantido para o bem dela.

Thuila Corezola Ramos

Fonoaudióloga

Crfa 7 – 9786

thuila.fono@gmail.com

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Como Lidar com as Culpas Maternas

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As pessoas costumam conhecer a frase que diz: “Quando nasce um bebê, nasce uma mãe”… E poderíamos completar essa frase dizendo “E nasce a culpa”!

Nove entre dez mães sofrem com sentimentos de culpa. As razões podem ser das mais diversas possíveis, desde coisas banais até coisas mais sérias.  Certo é que até as mais bem resolvidas não escapam de uma certa culpa em algum momento.

Nós queremos o melhor para nossos filhos e estamos constantemente nos cobrando para acertar tudo na arte de criar um adulto feliz e saudável. Claro, que uma dose moderada de autocrítica é importante. A culpa tem seu lado saudável, pois é o sinal de que existe preocupação com o outro e com o que seu comportamento causa nas outras pessoas. Ou seja, a culpa faz parte da vida de quem zela pelos filhos. Uma atitude saudável, portanto, é usar o sentimento como um instrumento diário de aperfeiçoamento da vida em família. Ao menor sinal de culpa, pare, avalie a situação e deixe o instinto agir.

Porém, quando existe um exagero ou quando a mãe não consegue liberar-se da culpa nunca, devemos parar e refletir.  A pergunta chave que você deve fazer para você mesma é: Isso realmente vai afetar o desenvolvimento dos meus filhos?

Está claro que, na maioria dos casos, a culpa é parte de uma armadilha que criamos para nós mesmos. O sentimento de culpa das mães muitas vezes reflete a fantasia onipotente de que deveriam fazer tudo no mais alto nível de perfeição. Existe uma grande tendência das mães conviverem em grupos e caírem na tentação de fazer comparações com outras mães e crianças. Acontece que as mães não são seres ideais, mas reais. A raiva ou até mesmo a culpa fazem parte da constituição emocional de todo o ser humano. É importante permitir identificá-las, senti-las ao invés de negá-las e julgá-las. Aprender a ser menos severa consigo mesma e assumir uma atitude mais natural frente às situações de conflito. Ao permitir-se ser uma “pessoa real” e que sente sentimentos contrastantes estará sendo mais espontânea e, portanto, colaborando para a educação da criança. Lembrar que no vasto campo das emoções não existe sentir certo ou sentir errado, mas apenas o sentir!

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Como se preparar para a maternidade: uma mãozinha para as mamães de primeira viagem!

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A chegada do primeiro bebê gera uma série de dúvidas, inclusive relacionadas a como preparar a casa e os itens de enxoval e maternidade.

A chegada de bebês em casa muda completamente a vida de toda a família, inclusive a rotina da casa. É importante deixar o ambiente organizado antes das 36 semanas de gestação, pois a partir desta fase pode-se ficar mais cansada e menos disposta para realizar esforços físicos.

O quarto onde o bebê dorme, além de todos os objetos que ele terá contato de forma direta ou indireta requer uma atenção especial. Mas não precisa sofrer pensando nisso, afinal o momento é de felicidade e curtição. É comum lavar cortinas, almofadas, roupas, enfim, tudo que pode acumular poeira e, consequentemente, bactérias, ácaros ou fungos.

Como dica principal, utilize um bom aspirador de pó. Em seguida, promova a limpeza com produtos neutros e da forma indicada pelos fabricantes. A chegada do bebê requer um cuidado especial com a organização. Nada de objetos pequenos e pontiagudos pela casa. Uma boa arrumação garante tirar da frente tudo que pode causar acidentes.

Como todos os amigos e familiares querem conhecer o novo membro da família, a limpeza deve ser redobrada. É recomendável que as visitas façam uma boa higienização das mãos com água e sabonete.

Quanto às roupas do bebê, é importante que sejam lavadas de forma correta. A pele do bebê é sensível e delicada, por isso é recomendado que todas as peças (inclusive lençóis e toalhas) sejam lavados antes do primeiro uso. O sabão deve ser específico para roupas de bebê, ou seja, o mais neutro possível e dermatologicamente testado.

E quanto aos itens que devo levar na mala da maternidade?

Não se esqueça de levar em consideração a estação do ano! Como lista básica, sugerimos: 6 macacões tamanho RN; 6 bodies ou camisas tipo pagão; 6 calças com pé (mijão); 1 manta de algodão; 2 xales de linha ou lã (pode ser um só, especialmente se estiver calor); 2 casaquinhos de lã, de preferência com botões na frente e que não tenham que passar pela cabeça; Fraldas de tecido para apoiar no ombro ao colocar o bebê para arrotar; 6 paninhos de boca; 6 pares de meias, se estiver muito frio.

Pode parecer que a quantidade é exagerada, mas os hospitais e maternidades pedem roupinhas extras. Como sugestão, é interessante identificar os itens, você pode já arrumar as trocas de roupa em saquinhos identificados com nascimento, dia 1, 2, 3 e assim por diante,  para que não sejam perdidos e a vida da nova mamãe fique mais organizada!

Alimentação Infantil – Dicas úteis para ajudar você e seu filho

Sabemos que a alimentação infantil nem sempre é tarefa fácil. Mas acima de tudo, é um gesto de carinho, afeto e cuidado! Temos na comida o conforto, os nutrientes, e as vitaminas necessárias para o desenvolvimento saudável.
Sabe-se que a alimentação saudável é treino diário. É necessário mostrar empenho e fazer com que as crianças participem do processo de criação da comida. É em casa que a criança aprende a comer bem, de forma saudável e consciente. Cuide com o que você come na frente do seu filho. Exemplos são tudo!
Para que seu filho goste de um alimento, é necessário que ele o prove várias vezes. Ele precisa ter contato várias vezes. Pensando nisso, é bom envolver a criança. Faça com que seu filho participe na criação de uma mini horta, por exemplo. Mesmo morando em apartamentos pequenos, pode-se plantar em jardineiras temperos, verduras… isso estimula a criança a cuidar e dar valor ao alimento. Um incentivo positivo na hora de montar o prato: comer o que plantou!
Outra dica bem bacana é envolver a criança no planejamento do cardápio e das compras do mês, gerando envolvimento e comprometimento com o que está sendo planejado, além de ser uma ótima oportunidade de trocas e para que você ensine mais sobre os alimentos e nutrientes.
Todas as atenções devem ser voltadas à refeição. Nada de tablet, ipad, televisão ou celular na hora da comida. O momento da refeição é uma oportunidade para família estar junta e interagir.
Mandamentos da boa alimentação infantil:
• Comer sentado à mesa
• Comer sem distrações
• Comer sozinho
• Ter cinco cores no prato
• Experimentar novos alimentos
• Comida não é moeda de troca
• As regras da boa alimentação devem valer para a família. Dê exemplo.

A BBDU quer estar sempre ao lado dos papais e mamães para dar aquela mãozinha em todas as horas, e ajudar seu filho a comer melhor é uma delas. Por isso, desenvolvemos uma linha de produtos que podem auxiliar nesse processo, que nem sempre é fácil à família.

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Jogo da Boa Alimentação: Criativo e estimulante, é um jogo para toda a família praticar nas refeições. É um jogo de dados, onde em cada face há uma tarefa a ser cumprida, como por exemplo: “Comer uma coisa amarela ou branca”, “Chefe manda”, “Comer a coisa que menos gosta na mesa” “Mastigar 20 vezes o que quiser antes de engolir” entre outras. Cada um joga e tem que cumprir o que é proposto. Embora seja um jogo, não é uma competição, não há ganhadores. Ou melhor, todos ganham!

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Mural Comer Bem: Comer bem e saber ter uma vida saudável nem sempre é muito fácil, ainda mais ensinar isso aos pequenos, então criamos este mural, para ajudar papais e mamães nesta missão, fazendo dela uma brincadeira gostosa. É um mural metálico com ímãs de atividades que estimulam a boa alimentação, criadas em parceria com uma nutricionista infantil, e estrelas. Ao cumprir de cada tarefa, a criança ganha uma estrela.
Pote do Reconhecimento: Pode ser usado no controle alimentar de crianças obesas ou na redução de algum item que esteja sendo consumido em excesso como refrigerante, frituras ou guloseimas.
Combinar regras ou objetivos e premiar a criança pela sua conquista é uma forma saudável de estimulá-la a atingir suas próprias metas e cumprir com o combinado. O reconhecimento é um dos fatores de sucesso mais importantes para nós seres humanos.

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O uso do pote é simples, basta combinar o objetivo, a criança “se comprometerá” com ele “assinando” na tampa do pote o seu compromisso de fazer o pote ficar cheinho, a cada dia que o objetivo é atingido ela coloca uma pedrinha no pote (as pedrinhas parecem pedras preciosas e elas adoram). Pronto! Quando o pote ficar cheinho (após pelo menos 50 dias) a criança já estará acostumada com a mudança e se a família desejar uma recompensa pode ser dada.

Se você quiser saber mais sobre estes produtos, também pode assistir aos vídeos que preparamos com muito carinho em nossa canal do Youtube: BBDU_videos.

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