COMO FAZER A RETIRADA DA CHUPETA

A Baby Girl's Hand and a teething ring

Sabemos que a função da chupeta além de promover o ato da sucção é de acalmar e tranquilizar o bebê. Então é fundamental atentar para o tempo de uso diário. Frequentemente vemos crianças que criaram o hábito de usar a chupeta em todos os momentos do dia. Essas crianças podem apresentar mais dificuldade para deixar de usá-la, mas os pais devem ter paciência e firmeza nos acordos que serão criados para ter sucesso nesse processo.

A pergunta mais comum que os pais se fazem é: qual a idade ideal para tirar a chupeta? Bom, devemos atentar que a retirada da chupeta deve coincidir com a época do nascimento dos dentes para que não aja prejuízo no crescimento e desenvolvimento tanto dos dentes quanto da mandíbula. O crescimento dos primeiros dentes se inicia por volta dos 6 meses. Aos dois anos a criança já apresenta praticamente completa a sua dentição. Por esse motivo a retirada da chupeta deve ocorrer nesse período, normalmente a partir do um ano e meio de vida. Após os dois anos de idade, qualquer objeto que permanecer na boca da criança poderá alterar suas estruturas orais. Nesta fase normalmente a criança a utiliza apenas por hábito ou como brinquedo, mas o seu uso prolongado pode atrapalhar o alinhamento dos dentes, causar flacidez da musculatura facial, impedir a correta movimentação da língua durante a fala e favorecer a instalação da respiração bucal. Então o recomendado é sempre limitar o uso da chupeta, principalmente quando a criança começa a aprender suas primeiras palavras. Aprender a falar é um processo muito importante, e fazer isto com uma chupeta na boca pode prejudicar e atrasar esse processo.

            Mas então como os pais devem conduzir o processo de retirada da chupeta? A retirada da chupeta deve ser gradativa. Emocionalmente falando não dá para tirar a chupeta da vida da criança de uma hora para outra, pois essa mudança brusca gera muita ansiedade, pois o bebê de repente vai se sentir privado do único recurso que conhece para se acalmar. Outro fato importante a considerar é que essa retirada não deve ocorrer em momentos de instabilidade da criança ou da família, como por exemplo mudança de casa ou conflito entre os pais.

Outra dica importante é combinar quando a chupeta pode ser usada. Faça acordos com a criança. Libere a chupeta quando a criança estiver indisposta ou na hora de dormir, por exemplo. Durante o sono, é comum as crianças soltarem o objeto enquanto estão dormindo. Caso o seu filho não faça isso tente tirar a chupeta delicadamente e deixe ao lado do travesseiro. Quando a criança acordar sem a chupeta na boca, chame atenção para o fato, destacando que ela já não precisa mais da chupeta.

Proíba o uso durante alguns momentos como visitas à casa de parentes, passeios ou toda vez que ele quiser falar algo. Não se esforce para entender o que a criança está dizendo. Não suma com a chupeta esperando que a criança vá se esquecer de usá-la. É importante que elas participem ativamente dos combinados, assim, é mais fácil cobrar o empenho delas. Evite ter mais de uma chupeta. Não passe pimenta ou outro condimento na chupeta. A criança precisa deixar de usá-la conscientemente, mesmo tendo pouca idade.

Também não dê apelidos antipáticos como “caca” e “nojinho” aos acessórios. Isso pode causar confusão e uma sensação de insegurança e ansiedade na criança uma vez que até pouco tempo esse objeto era oferecido pelos pais. Cuide para que os familiares que convivem com a criança estejam de acordo com essa decisão e que não ofertem a chupeta em momentos que não foram combinados pelos pais para não confundir a criança, e também para não serem vítimas dela, correndo o risco de serem colocados uns contra os outros.

Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples — não dê doces a ela no lugar da chupeta.  Mostre que crianças mais velhas não usam chupeta. Muitas crianças adoram se sentir mais crescidas.

Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. Quando ele completar uma semana sem chupeta, dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois.

Aproveite datas comemorativas para sugerir que seu filho dê a chupeta ou a mamadeira de presente. Depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a “fada da chupeta”. É normal que durante os dois primeiros dias, mais ou menos, os filhos sintam muita falta da chupeta. Não caia na tentação de oferecê-la novamente em caso de choro ou manha. Converse com a criança e explique que ela está crescendo e já tem condições de falar sobre seus sentimentos.

Por fim, sugiro que não desista nas primeiras tentativas. Não é de um dia para o outro que a situação se resolverá. As crianças têm apego à chupeta e à mamadeira e pode ser que chorem muito querendo desfazer os acordos. Mantenha-se firme. Diga que o que foi combinado precisa ser mantido para o bem dela.

Thuila Corezola Ramos

Fonoaudióloga

Crfa 7 – 9786

thuila.fono@gmail.com

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Uma mãe suficientemente boa

 

O título pode parecer muito estranho. Como assim suficientemente boa? Uma mãe não procura ser o melhor possível? Essa não é a expectativa da maioria das mães?
Pois bem, uma pessoa fundamental no conhecimento sobre a importância do vínculo entre mãe e filho, trouxe este conceito de mãe suficientemente boa e ainda hoje é extremamente atual. Ele é nada mais e nada menos que Donald Winnicott (pediatra, psicanalista de crianças e importante pesquisador sobre desenvolvimento infantil).

O conceito de mãe suficientemente boa representa o tipo de vínculo afetivo que a criança precisa para desenvolver-se plenamente. E apesar de parecer estranho, este tipo de mãe não é perfeita.

Este tipo de mãe caracteriza-se por apresentar maior disponibilidade e capacidade de deixar de lado os seus interesses pessoais para concentrar-se no bebê. Esta situação lhe permite conhecer como ninguém o seu filho e saber precisamente o que fazer. Talvez pode parecer que não está bem se deixar de lado para se concentrar no bebê, mas saibam que isto é um processo que vai acompanhando o desenvolvimento do filho e vai mudando a medida que ele vai crescendo e conseguindo tolerar esta distância. Ou seja, a medida que o bebê começa a ficar mais independente e a simbiose inicial começa a diminuir a mãe volta a dar lugar pra ela mesma. Esses primeiros meses são fundamentais para o desenvolvimento emocional, psicossocial e cognitivo de uma criança.

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Ok, até aqui parece ser uma mãe excelente aquela que se deixa de lado para estabelecer um vínculo forte com o seu filho que o permita desenvolver-se plenamente. De onde vem o termo suficientemente boa então? Ele vem na verdade porque uma mãe também erra, uma mãe falha, ela frustra o seu filho. Este tipo de comportamento acompanha o processo da dependência a da independência.
Nos primeiros meses, o bebê se encontra em um estado de dependência absoluta no qual a mãe se deixa de lado para responder a todas as necessidades do filho. À medida que os meses vão passando e que as habilidades motoras e cognitivas do bebê vão se aprimorando, o bebê começa o processo rumo a dependência relativa. Neste momento ele precisa se separar do corpo da mãe para explorar o mundo e adquirir experiências e por tanto conhecimentos. É nestes momentos que a mãe precisa ser suficientemente boa, ela precisa errar ao não responder imediatamente aos chamados ou pedidos do filho por que vai ser ai que a criança vai ter que resolver por si mesma. Quando a mãe frustra o filho ao não responder imediatamente, ela está dando abertura para o surgimento do desejo. Se eu quero uma coisa mas eu não obtenho imediatamente, com certeza isto vai me fazer querer ainda mais aquilo.
Esta mãe suficientemente boa é aquela que sabe que já não precisa ficar o tempo todo unida corporalmente com o bebê para estar presente. Ela está presente através do olhar, olhando de longe o que bebê está fazendo, e acompanhado com a palavra quando não se encontra no campo visual do filho para que ele mesmo assim sinta que ela está com ele. Estas características da mãe favorecem o processo de independência e a capacidade de estar sozinho. À medida que a criança vai se tornando independente a mãe começa a retomar o interesse por ela mesma, sem deixar de estar presente para seu filho.
Então queridas mães, ser uma mãe suficientemente boa é dar todo seu melhor, mas mesmo assim, errar.

Licenciada em Psicomotricidade Manuelita Dotti
dottimanuela@gmail.com

Mãe que brinca/ dica de brincadeira

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Para as mães que procuram novas brincadeiras para fazer com os seus filhos hoje vou dar uma boa ideia.

Uma criança com 14 meses já faz rabiscos espontaneamente, por tanto já se entretém bastante desenhando com giz de cera ou canetas. Mas bem antes, perto de 1 ano, já podemos dar aos bebês giz para experimentar.

O desenho pode ser muito útil no trabalho sobre o conhecimento das partes do corpo. Uma boa ideia é desenhar no espelho a imagem da criança e juntos ir desenhando e nomeando as diferentes partes. Para desenhar no espelho (ou vidro do box no banheiro) existem canetas específicas para vidros. Eu recomendo as Window Markers da Crayola a venda no site da BBDU. Ela sai super fácil do vidro e do corpo.

Crianças de um ano e meio já reconhecem várias partes do corpo quando questionadas. No corpo do outro, no desenho ou numa boneca perto dos dois anos já conseguem reconhecer mais ou menos quatro partes. Claro que tem crianças que falam mais palavras do que outras, mas no geral é isso.

Esta atividade além de estimular a linguagem, estimula a coordenação viso-motora, a expressividade através do desenho e a criatividade.

Espero que gostem da ideia e a colocam em prática com os seus filhos.

Licenciada em Psicomotricidade Manuelita Dotti

dottimanuela@gmail.com

Fone: 9304-1935

 

Afogamento de Crianças, como prevenir!

Diariamente, 4 crianças e adolescentes de até 14 anos morrem afogadas no Brasil. O afogamento é a segunda causa geral de morte na faixa de 5 a 9 anos, e a terceira na faixa de 1 a 19 anos.

Para tentar reverter estas estatísticas, o Instituto Zero a Seis – Primeira Infância e Cultura de Paz em parceria com a SOBRASA – Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, lançou uma cartilha que ensina como prevenir o afogamento de crianças.

A BBDU considera de extrema importância repassar a informação.

Clique na imagem abaixo para ver a cartilha ampliada e mais informações diretamente do site do Instituto.

CartilhaPrevencaoAfogamentos2