Seu filho é chato para comer?

A minha é … Na verdade não que ela seja chata, mas parece que tudo no mundo é mais interessante do que comer. É difícil fazer com que ela mantenha o foco na refeição, e foi assim desde sempre. Quando as frutas foram introduzidas e depois as comidas amassadas, iniciou minha saga. Em cada horário de refeição, eu tinha que separar um bom tempo, pois era uma novela.
E quem me conhece sabe que eu não sou a senhora paciência. Foi aí que surgiu a ideia do Jogo da Boa Alimentação. Nós já tínhamos o Mural das Conquistas Comendo Bem, mas como eu usava o Mural para outros objetivos com ela, queria algo diferente e que envolvesse todos nós.
Aqui em casa a família consegue quase sempre estar junta, então conseguimos todos participar. O jogo é simples, mas funciona muito bem. Cada lado do dado tem uma instrução, relacionada à alimentação que quem tira tem que cumprir. Mais uma vez, a nossa super parceira, a nutricionista Ana Terrazan revisou o trabalho e os dados surgiram.
Você monta os dados e cola os adesivos conforme a necessidade de seu filho. Tem itens mais voltados para criança que precisam comer mais (como por exemplo: comer uma colherada bem grande ou comer duas colheradas). Tem itens para criança diversificar o que come, como por exemplo: comer o que menos gosta, comer algo verde, comer algo amarelo ou branco. Também tem os prediletos que tornam o jogo uma brincadeira, que é o “pula a vez” e o “chefe manda”. São 12 itens que você pode montar em 1 ou 2 dados.
Como é um jogo para toda família, a criança não é o centro das atenções e ela vê ao longo dos dias o pai e a mãe comendo coisas que não gostam tanto, experimentando de tudo, mastigando com mais calma… Enfim, todos ganham, se divertem e se conhecem um pouquinho mais. Depois de 8 anos de casada descobri que meu marido não gosta muito de tomate 🙂

Beijo e até o próximo,

Juliana

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COMO FAZER A RETIRADA DA CHUPETA

A Baby Girl's Hand and a teething ring

Sabemos que a função da chupeta além de promover o ato da sucção é de acalmar e tranquilizar o bebê. Então é fundamental atentar para o tempo de uso diário. Frequentemente vemos crianças que criaram o hábito de usar a chupeta em todos os momentos do dia. Essas crianças podem apresentar mais dificuldade para deixar de usá-la, mas os pais devem ter paciência e firmeza nos acordos que serão criados para ter sucesso nesse processo.

A pergunta mais comum que os pais se fazem é: qual a idade ideal para tirar a chupeta? Bom, devemos atentar que a retirada da chupeta deve coincidir com a época do nascimento dos dentes para que não aja prejuízo no crescimento e desenvolvimento tanto dos dentes quanto da mandíbula. O crescimento dos primeiros dentes se inicia por volta dos 6 meses. Aos dois anos a criança já apresenta praticamente completa a sua dentição. Por esse motivo a retirada da chupeta deve ocorrer nesse período, normalmente a partir do um ano e meio de vida. Após os dois anos de idade, qualquer objeto que permanecer na boca da criança poderá alterar suas estruturas orais. Nesta fase normalmente a criança a utiliza apenas por hábito ou como brinquedo, mas o seu uso prolongado pode atrapalhar o alinhamento dos dentes, causar flacidez da musculatura facial, impedir a correta movimentação da língua durante a fala e favorecer a instalação da respiração bucal. Então o recomendado é sempre limitar o uso da chupeta, principalmente quando a criança começa a aprender suas primeiras palavras. Aprender a falar é um processo muito importante, e fazer isto com uma chupeta na boca pode prejudicar e atrasar esse processo.

            Mas então como os pais devem conduzir o processo de retirada da chupeta? A retirada da chupeta deve ser gradativa. Emocionalmente falando não dá para tirar a chupeta da vida da criança de uma hora para outra, pois essa mudança brusca gera muita ansiedade, pois o bebê de repente vai se sentir privado do único recurso que conhece para se acalmar. Outro fato importante a considerar é que essa retirada não deve ocorrer em momentos de instabilidade da criança ou da família, como por exemplo mudança de casa ou conflito entre os pais.

Outra dica importante é combinar quando a chupeta pode ser usada. Faça acordos com a criança. Libere a chupeta quando a criança estiver indisposta ou na hora de dormir, por exemplo. Durante o sono, é comum as crianças soltarem o objeto enquanto estão dormindo. Caso o seu filho não faça isso tente tirar a chupeta delicadamente e deixe ao lado do travesseiro. Quando a criança acordar sem a chupeta na boca, chame atenção para o fato, destacando que ela já não precisa mais da chupeta.

Proíba o uso durante alguns momentos como visitas à casa de parentes, passeios ou toda vez que ele quiser falar algo. Não se esforce para entender o que a criança está dizendo. Não suma com a chupeta esperando que a criança vá se esquecer de usá-la. É importante que elas participem ativamente dos combinados, assim, é mais fácil cobrar o empenho delas. Evite ter mais de uma chupeta. Não passe pimenta ou outro condimento na chupeta. A criança precisa deixar de usá-la conscientemente, mesmo tendo pouca idade.

Também não dê apelidos antipáticos como “caca” e “nojinho” aos acessórios. Isso pode causar confusão e uma sensação de insegurança e ansiedade na criança uma vez que até pouco tempo esse objeto era oferecido pelos pais. Cuide para que os familiares que convivem com a criança estejam de acordo com essa decisão e que não ofertem a chupeta em momentos que não foram combinados pelos pais para não confundir a criança, e também para não serem vítimas dela, correndo o risco de serem colocados uns contra os outros.

Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples — não dê doces a ela no lugar da chupeta.  Mostre que crianças mais velhas não usam chupeta. Muitas crianças adoram se sentir mais crescidas.

Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. Quando ele completar uma semana sem chupeta, dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois.

Aproveite datas comemorativas para sugerir que seu filho dê a chupeta ou a mamadeira de presente. Depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a “fada da chupeta”. É normal que durante os dois primeiros dias, mais ou menos, os filhos sintam muita falta da chupeta. Não caia na tentação de oferecê-la novamente em caso de choro ou manha. Converse com a criança e explique que ela está crescendo e já tem condições de falar sobre seus sentimentos.

Por fim, sugiro que não desista nas primeiras tentativas. Não é de um dia para o outro que a situação se resolverá. As crianças têm apego à chupeta e à mamadeira e pode ser que chorem muito querendo desfazer os acordos. Mantenha-se firme. Diga que o que foi combinado precisa ser mantido para o bem dela.

Thuila Corezola Ramos

Fonoaudióloga

Crfa 7 – 9786

thuila.fono@gmail.com

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MEU FILHO NÃO QUER COMER! – Novo serviço em Porto Alegre – RS

Hoje viemos contar uma novidade! A Nutricionista Aline Pinto Woehlert está começando um novo serviço de consultoria alimentar para famílias. É um trabalho bem bacana e lúdico e que utilizará recursos conhecidos e aprovados por nós, como o nosso Mural das Conquistas, Jogo da Boa Alimentação e Pote do Reconhecimento. Ela escreveu um textinho para nosso blog, falando um pouco do que ela pensa e de como será este trabalho. Fica a dica para quem é de Porto Alegre.

Uma grande dúvida que surge com freqüência é “o que fazer quando meu filho não quer comer?”. Se em casa a hora das refeições passou de “prazerosa” à “pavorosa” porque a criança resolve recusar tudo que lhe é oferecido, saiba que você não está sozinha. Esta situação é muito frequente e vivida por muitos pais.
O desmame é o primeiro contato com o alimento, portanto é quando os pais devem começar a atuar com desafios e paciência. Muitas vezes acontece de a criança apresentar alguma dificuldade nesta primeira fase, fazendo com que facilitemos o preparo, mas esquecemos de voltar a oferecer o alimento de forma com que a faça mastigar. Nesta fase, devemos estimular a criança com desafios, pois faz parte do processo de aprendizagem. Lembre-se que novas texturas, cores e sabores são novidades para ela, e este começo é fundamental e ajudará você lá na frente.
Outro erro bem comum que cometemos é substituir a refeição adequada por algo que a criança goste ou queira no momento como nuggets, mamadeira, somente arroz ou massa, biscoitinhos entre outros. Ao agirmos desta forma estaremos amenizando uma situação com uma solução inadequada, pois no dia seguinte ela voltará a repetir suas ações em busca do que quer. A criança sabe, desde o aleitamento materno, que através da alimentação consegue influenciar os pais, pois é um momento que os preocupa.
Procure oferecer alimentos diferentes em cada refeição, tente não dar muita importância a resistência que pode haver ao que é novo e mantenha uma rotina alimentar para que no horário da refeição a criança já esteja com fome. Sirva porções adequadas, pois a criança ficará feliz em comer tudo o que foi servido e lembre-se que o visual também conta muito nestas horas. Nem sempre o paladar, a textura ou mesmo a cor dos alimentos vai agradar de primeira, o que devemos observar é se a resistência ao mesmo alimento ocorre com freqüência ou se é só de vez em quando. Por isto devemos oferecê-lo mais de uma vez para definirmos se realmente a criança gosta ou não. Tente manter o prato sempre com valor nutritivo e completo em nutrientes (carboidrato, proteína, fibras, vitaminas e sais minerais). Minimize as distrações na hora das refeições como televisão, jogos eletrônicos etc, pois assim a criança não vê o que come ou perde completamente o interesse pela comida. Evite recompensas como “se você comer tudo ganha sobremesa”, pois a criança precisa entender que deve se alimentar de forma adequada para sua saúde e não porque irá ganhar o que gosta.
E por fim, nunca substitua a refeição por alimentos que a criança tenha preferência. Explique que é aquilo que tem e que se não comer naquele momento, terá que comê-lo na próxima refeição. Faça cumprir suas regras! É para o bem do seu próprio filho!

Foi pensando nesta preocupação, que resolvi encarar o desafio de orientar crianças e familiares, de forma lúdica e divertida contando com o apoio da BBDU, no ambiente onde eles estão à vontade: em casa. A proposta de trabalho é fazer com que a criança alcance pequenos objetivos por vez através de jogos, brincadeiras, conversa e interação com a família. O incentivo à atividade física também faz parte do projeto, pois nutrição e exercício andam juntos para a formação de hábitos saudáveis.
Entre em contato pelo fone/whats (51)8571-3642 (OI) e comece logo a cuidar da saúde da sua família!
Aline Pinto Woehlert
Nutricionista – CRN²5092

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Alimentação Infantil – Dicas úteis para ajudar você e seu filho

Sabemos que a alimentação infantil nem sempre é tarefa fácil. Mas acima de tudo, é um gesto de carinho, afeto e cuidado! Temos na comida o conforto, os nutrientes, e as vitaminas necessárias para o desenvolvimento saudável.
Sabe-se que a alimentação saudável é treino diário. É necessário mostrar empenho e fazer com que as crianças participem do processo de criação da comida. É em casa que a criança aprende a comer bem, de forma saudável e consciente. Cuide com o que você come na frente do seu filho. Exemplos são tudo!
Para que seu filho goste de um alimento, é necessário que ele o prove várias vezes. Ele precisa ter contato várias vezes. Pensando nisso, é bom envolver a criança. Faça com que seu filho participe na criação de uma mini horta, por exemplo. Mesmo morando em apartamentos pequenos, pode-se plantar em jardineiras temperos, verduras… isso estimula a criança a cuidar e dar valor ao alimento. Um incentivo positivo na hora de montar o prato: comer o que plantou!
Outra dica bem bacana é envolver a criança no planejamento do cardápio e das compras do mês, gerando envolvimento e comprometimento com o que está sendo planejado, além de ser uma ótima oportunidade de trocas e para que você ensine mais sobre os alimentos e nutrientes.
Todas as atenções devem ser voltadas à refeição. Nada de tablet, ipad, televisão ou celular na hora da comida. O momento da refeição é uma oportunidade para família estar junta e interagir.
Mandamentos da boa alimentação infantil:
• Comer sentado à mesa
• Comer sem distrações
• Comer sozinho
• Ter cinco cores no prato
• Experimentar novos alimentos
• Comida não é moeda de troca
• As regras da boa alimentação devem valer para a família. Dê exemplo.

A BBDU quer estar sempre ao lado dos papais e mamães para dar aquela mãozinha em todas as horas, e ajudar seu filho a comer melhor é uma delas. Por isso, desenvolvemos uma linha de produtos que podem auxiliar nesse processo, que nem sempre é fácil à família.

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Jogo da Boa Alimentação: Criativo e estimulante, é um jogo para toda a família praticar nas refeições. É um jogo de dados, onde em cada face há uma tarefa a ser cumprida, como por exemplo: “Comer uma coisa amarela ou branca”, “Chefe manda”, “Comer a coisa que menos gosta na mesa” “Mastigar 20 vezes o que quiser antes de engolir” entre outras. Cada um joga e tem que cumprir o que é proposto. Embora seja um jogo, não é uma competição, não há ganhadores. Ou melhor, todos ganham!

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Mural Comer Bem: Comer bem e saber ter uma vida saudável nem sempre é muito fácil, ainda mais ensinar isso aos pequenos, então criamos este mural, para ajudar papais e mamães nesta missão, fazendo dela uma brincadeira gostosa. É um mural metálico com ímãs de atividades que estimulam a boa alimentação, criadas em parceria com uma nutricionista infantil, e estrelas. Ao cumprir de cada tarefa, a criança ganha uma estrela.
Pote do Reconhecimento: Pode ser usado no controle alimentar de crianças obesas ou na redução de algum item que esteja sendo consumido em excesso como refrigerante, frituras ou guloseimas.
Combinar regras ou objetivos e premiar a criança pela sua conquista é uma forma saudável de estimulá-la a atingir suas próprias metas e cumprir com o combinado. O reconhecimento é um dos fatores de sucesso mais importantes para nós seres humanos.

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O uso do pote é simples, basta combinar o objetivo, a criança “se comprometerá” com ele “assinando” na tampa do pote o seu compromisso de fazer o pote ficar cheinho, a cada dia que o objetivo é atingido ela coloca uma pedrinha no pote (as pedrinhas parecem pedras preciosas e elas adoram). Pronto! Quando o pote ficar cheinho (após pelo menos 50 dias) a criança já estará acostumada com a mudança e se a família desejar uma recompensa pode ser dada.

Se você quiser saber mais sobre estes produtos, também pode assistir aos vídeos que preparamos com muito carinho em nossa canal do Youtube: BBDU_videos.

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Alimentação saudável: começa em casa e pode ser bem divertido!

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Uma alimentação saudável é importante desde o nascimento à terceira idade, mas é na primeira infância que devemos introduzir bons hábitos alimentares, preconizando que a criança se alimente de forma adequada.
Sabemos que estes hábitos vão mudando ao longo da vida por diversos motivos, preferências, sensações de prazer ou desprazer, influências… No entanto, o ato de se alimentar vai sendo construído diariamente, e os pais são os maiores exemplos para os filhos, seja na escolha dos alimentos ou na forma como se portam à mesa. Se você pretende que seu filho coma brócolis, sirva no seu prato também. Se quer que ele se concentre na comida, faça isso também e não leve o celular à mesa, por exemplo.
Esse aprendizado por parte da criança não se baseia apenas em oferecer alimentos saudáveis. É importante que as refeições sejam feitas em local adequado, ambiente calmo e, de preferência, com a família. Televisão ligada, celulares e outras distrações não são indicadas, mas isso não quer dizer que este momento não possa ser de descontração e de conversa entre a família.
Abaixo, listamos umas dicas bem interessantes citadas pela Nutricionista Carolina Pitta (CRN1 9379), para melhorar o consumo de frutas e verduras no cardápio da família:
1. Aproveite a facilidade da internet e faça pesquisa sobre os vegetais e frutas que são mais consumidos em casa. Assim as crianças conhecem o alimento e seus benefícios, ou os malefícios pela falta de consumo;
2. Leve as crianças para a feira ou para o supermercado e peça ajuda no momento da seleção das frutas e vegetais. Aproveite esse momento para mostrar as cores, as texturas, os cheiros;
3. Seja um exemplo, consuma frutas e vegetais, diariamente, na presença das crianças;
4. Mesmo que a refeição fique no fogão, a salada deve estar na mesa e, se possível, que contenha uma ou duas frutas para serem consumidas como sobremesa;
5. Nunca deixe de oferecer frutas e vegetais. O importante é variar nas formas de preparo e corte;
6. Faça preparações que favoreçam a presença de frutas e vegetais. Desta forma a alimentação ficará mais rica em fibras, vitaminas, sais minerais e água, além das proteínas, carboidratos e lipídeos;
7. Nunca force o consumo de vegetais, seja por obrigação, seja troca, seja por chantagem. Essa prática pode levar à aversão ou trauma alimentar. Apenas ofereça, fale dos benefícios e consuma na presença dos filhos.

Além dessas dicas, a BBDU possui ferramentas que poderão auxiliar na introdução de novos e mais saudáveis hábitos alimentares. Uma novidade aqui é o Jogo da Boa Alimentação, um dado para ser usado por todos à mesa. Como falamos acima, a hora da refeição não precisa ser séria e sem atrativos. Este tipo de jogo envolve a família e incentiva a criança à experimentar novos sabores! Conheça o Jogo e saiba mais em nosso site: http://www.bbdu.com.br

Lanches Escolares Saudáveis

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Hoje teremos um post preparado pela querida Nutricionista CAROLINE AYRES. É sempre bom ter dicas e ideias do que oferecer para nossos pequenos. Então lá vai o que a Carol preparou para nós.

 

 

O que colocar na lancheira do meu filho?
A maioria das creches disponibilizam os lanches, porém a sugestão para bebês até 1 ano de vida é apenas frutas. Qualquer fruta pode ser utilizada, dê preferência para fruta da época e orgânica. O ideal é preparar na hora do lanche, mas se não for possível, escolher frutas que podem ficar um tempo descascadas, sem escurecer, como por exemplo, o melão, o mamão, o kiwi, a melancia. Exemplos de frutas que podem ser oferecidas: goiabada, mirtilo, morango, banana, maçã, caqui, pêra, manga, abacaxi, ameixa, figo, bergamota, laranja, framboesa, abacate, amora, pêssego. Resumindo o lanche ideal até 1 ano: fruta e água.
Após 1 ano de vida, o ideal é oferecer a fruta mais um carboidrato integral, como por exemplo: pães integrais, bolos caseiros integrais, bolachas caseiras integrais. Algumas crianças que frequentam colégios devem levar o lanche de casa, o que gera muitas dúvidas entre as mamães, como: o que levar?
Abaixo seguem algumas sugestões de lanches para crianças pré-escolares e escolares, porém a dica mais importante é organização! O ideal é planejar (junto com a criança fica mais divertido) o cardápio dos lanches para toda a semana, assim poderá comprar os ingredientes com antecedência. Sugiro fazer o planejamento no sábado ou domingo.
Quanto mais caseiro o lanche mais adequado ele será, porém não se culpe se precisar comprar alguns produtos industrializados. Em relação aos sucos de “caixinhas” não recomendo nenhum, recomendo apenas o suco natural sem açúcar (pode comprar um copo bem bacana e “adesivar” com as lindas etiquetas BBDU, assim não “perderemos” para os sucos industrializados com personagens na embalagem).
Orientações importantes:
– A água e a fruta estarão sempre nas opções.
– Preferir as frutas que podem ir com casca, permitindo um maior aproveitamento das vitaminas e minerais. Algumas professoras (queridas!!!!) descascam as frutas, verifique se a professora do seu filho tem esta conduta.
– Sucos: Preferir oferecer sucos naturais (mesmo que fazendo horas antes e perdendo vitaminas, porém sei que não há conservantes e aditivos). Uma opção pronta é os sucos integrais de uva em garrafa (preferir orgânicos). Uma ideia bacana é comprar uma garrafinha térmica e colar adesivos de personagens ou imagens que os pequenos gostam.
– Uma dica de ouro é transformar um simples sanduíche em uma linda borboleta ou flor ou avião. Ou mesmo aquele bolo caseiro integral em coração ou carros. Oriento a usar formas/cortadores para fazer formatos divertidos, imagina abrir a lancheira e encontrar uma bela borboleta ou um coração!!!!!
Opções de lanches:
Opção 01:
– Água
– Fruta fresca
– Iogurte natural
– Granola
– Castanha-do-para picadinha
OBS: acondicionar a granola e castanha em potinhos separados, misturar na hora do lanche.

Opção 02:
– Água
– Fruta seca
– Sanduíche de coração com pão integral e pasta de ricota com cenoura
– Suco de uva integral

Opção 03:
– Água
– Fruta fresca
– Bolo integral de laranja
– Suco de laranja ou melancia

Opção 04:
– Água
– Fruta fresca
– Sanduíche de avião com queijo cottage ou pasta de cenoura
– Suco de manga

Opção 05:
– Água
– Fruta fresca
– Iogurte natural com aveia em flocos ou Corn Flakes
– Cookies integral orgânico da marca jasmine

OBS: dias de educação física e muito calor, água de coco é bem vinda (de preferência colocar na garrafinha térmica). Importante: água de coco não substituí água pura!

Por:

Nutricionista Mestre Caroline Ayres – CRN2 6806
Mestre e Doutoranda em Saúde da Criança e do Adolescente – UFRGS
Consultórios: Av. Taquara 596/sala: 302. Bairro Petrópolis
Rua Padre Chagas 247/sala: 403. Bairro: Moinhos de Vento
Email: nutricarolayres@hotmail.com – Cel: (51) 9666.7913 (51) 93958912

A IMPORTANÇA DA ESTIMULAÇÃO PRECOCE NO BEBÊ PREMATURO

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Um bebê é considerado prematuro quando nasce antes das 37 semanas de gestação.

Existem três tipos de prematuros:
– Os severos: antes das 30 semanas de gestação;
– Os moderados: entre 31-34 semanas de gestação;
– Os leves: entre as 35-37 semanas de gestação.

O nascimento prematuro pode ocorrer por diversas causas, tanto fatores individuais (maternos, fatores relacionados a gestação e fatores relacionados ao feto), quanto fatores socioeconômicos.
A prematuridade é por ela mesma um fator de risco do desenvolvimento psicomotor. A vulnerabilidade do bebê prematuro afeta a competência própria do recém-nascido e a interação mãe e filho. Cada criança é uma criança, e cada família é uma família. Eu vou descrever algumas características de como são os bebês prematuros e suas mães de modo geral. No entanto, não significa que todos os bebês e as mães apresentam estas características.
Sob a ótica da observação psicomotora observa-se que os bebês prematuros:
– Reclamam pouco e de forma diferente.
– As suas respostas são mais lentas.
– Escassa atividade visual.
– Repertório escasso, sinais tênues, menor vivacidade na expressividade motriz. Isto faz que a sua capacidade de provocar respostas maternas e de influenciar o meio, sejam diminuídas. Por tanto, requer maior sensibilidade por parte da mãe para poder decodificar os mínimos sinais de interação.
– Às vezes a escassa procura de interação por parte do bebê repercute numa pobre estimulação por parte da mãe.
– Podem apresentar intolerância a ficar pelados.
– Rejeição a ficar de bruço.
– Podem não gostar dos primeiros banhos.
– Hiperexcitabilidade.
– As trocas de posição são demoradas, trabalhosas e não são favorecidas pelas mães que, muitas vezes se antecipam ao desejo do filho.
– Observa-se certa atitude tímida ou desinteresse na apropriação sensório-motora do espaço próximo e dos objetos que não se encontram ao seu alcance.
Características da Mãe:
A mãe que enfrenta um parto prematuro confronta uma situação desconhecida, inesperada e muito perturbadora. Ela não tem a preparação psicológica tão importante do último trimestre da gravidez. A mãe desenvolve durante a gravidez uma imagem de como será o seu bebê, esta imagem é sempre diferentes do bebê real. No caso do parto prematuro esta diferença normal entre bebê imaginário e bebê real é muito maior, o que pode causar maior inibição por parte da mãe para interagir com seu bebê.
A mãe pode se mostrar insegura, ansiosa e inibida. A função materna se encontra mais desenvolvida em relação aos cuidados físicos do bebê e do contato corpo com corpo. Observa-se mais inibida a comunicação gestual e verbal. Às vezes elas esperam pouco em relação ao desenvolvimento já que a sua preocupação principal é a saúde do bebê.
As brincadeiras mais corporais são escassas. Elas têm medo de mobilizar muito o corpo do bebê que um dia foi tão frágil. O espaço e as possibilidades de movimento, às vezes são também limitados por medo de que o bebê se machuque.
A presença de super proteção por parte dos pais, prolonga a dependência corporal, limita a iniciativa ao movimento e não favorece a autonomia da criança.

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Estimulação precoce como bebês prematuros:
A maturação cerebral é o resultado da interação de vários fatores genéticos e ambientais. Os mecanismos neuronais estão determinados geneticamente, mais, os estímulos do ambiente, psicológicos e sociais vão atuar sobre eles. A intervenção precoce é considerada prioritária nos primeiros três anos de vida, baseando se no princípio neurobiológico, que considera que, este tempo é um período crítico no desenvolvimento cerebral. O tipo de experiências ao que é exposta a criança nos primeiros anos de vida, influencia em seu crescimento, maturação e desenvolvimento.
O objetivo da estimulação precoce é acompanhar o desenvolvimento do bebê, realizar pequenas indicações que favoreçam uma boa evolução e sobre tudo a prevenção de possíveis alterações.
Estimula-se que os pais sejam ativos participantes do processo de desenvolvimento do seu filho. Procuramos promover um novo olhar no bebê, a partir de uma compreensão das suas necessidades no momento que está vivendo.
Realizam-se sugestões flexíveis, procurando que os pais encontrem os seus próprios recursos para estimular o seu filho. Procuramos que os pais conheçam as reais capacidades que o filho tem para que percam o medo e favoreçam o movimento e a exploração sem restrições.
O Psicomotricista na Estimulação Precoce procura favorecer:
– O surgimento do desejo e prazer pelo movimento.
– Descobrimento, conhecimento e apropriação do próprio corpo, e suas capacidades de expressão, comunicação, encontro com o outro e ação.
– Exploração, conquista e construção do espaço.
– Apoio no rol materno.
– Revalorizar o rol materno, acompanhá-la de forma que se sinta segura e que encontre prazer no encontro com o seu filho.
– Regulação de estímulos sensoriais.
– Favorecer um posicionamento adequado da criança, para que seja favorecido o desenvolvimento psicomotor.
– Favorecer o desenvolvimento praxico e cognitivo.
– Promover o encontro com o outro e as brincadeiras corporais.
– Favorecer a tolerância a frustração tanto do lado da mãe quanto do bebê, o que pode incidir numa possível relação de dependência e super proteção.

Em suma, cada criança deve ser compreendida a partir de sua singularidade, do seu desenvolvimento, do seu contexto, da sua história. A intervenção do psicomotricista será planejada e realizada a partir destas particularidades e necessidades que cada criança tem.

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Licenciada em Psicomotricidade Manuelita Dotti.
dottimanuela@gmail.com – 9304.1935
A estimulação precoce é realizada de forma individual no domicilio da criança.