Organização e Rotina – Soluções BBDU que dão uma mãozinha.

Toda criança precisa de rotina, você concorda?

Minha natureza não é muito organizada, eu aprendi a ser organizada. Quando a Duda nasceu ganhei muitos livros sobre como ensinar diversas coisas ao bebê. Este tema é bastante polêmico, e em outro momento será abordado. O ponto aqui é a importância da rotina para criança e este termo muitas vezes é confundido com disciplina, rigidez, cronogramas “imexíveis”, ente outros. A rotina que a criança precisa é a que possibilita ela antecipar o que vem depois, é a da previsibilidade dos acontecimentos.
Pense em você: mentalmente você não planeja seu dia? Não organiza o que vai fazer antes e depois? Quando algo inesperado acontece gera uma dose de ansiedade e costumamos dizer “bagunçou o meu dia”. Então imagine para a criança, que está num turbilhão de novos aprendizados, é reconfortante e organizador saber o que já aconteceu e o que vai acontecer. Especialmente nos dias atuais, que as crianças têm muitas atividades, é bom para elas saberem que dia terão inglês, qual o dia da natação e demais atividades.
O Meu Mural de Atividades foi pensado para isso, para auxiliar a criança visualizar a sequência das atividades que ela tem ao longo das semanas. Ele não é para um passo a passo do dia, para isso temos o Mural das Rotinas Diárias. Nem todas as crianças precisarão de um passo a passo tão detalhado para se organizar, mas sabemos que para algumas isso será importante.
Muitas mães nos perguntam se podem colocar tudo em um mural só, nós não recomendamos, pois, são coisas diferentes. A BBDU trabalha com 3 tipos de murais com objetivos diferentes: um é o de atividades que a acabamos de falar, que ajuda a criança visualizar suas atividades e organizar melhor sabendo das atividades que tem hoje, que teve ontem e que terá amanhã.
O Mural das Rotinas Diárias é um detalhamento de tudo o que é feito no dia, para criança lembrar que ela acorda, escova os dentes e assim por diante.
Já o Mural das Conquistas (que temos várias variações dele) é um mural de reconhecimento, que deve ser usado para reconhecer comportamentos que queremos melhorar com a criança. Por exemplo, se o banho é algo tranquilo e natural para criança e eu quero somente lembrá-la que depois da escola ela deve tomar banho, usa-se o Mural de Atividades. Já se o banho é algo que a criança reclama, todo dia é uma briga para fazê-la tomar banho, então o Mural das Conquistas é o mais indicado, pois sempre que ela for para o banho sem reclamar ganhará uma estrelinha.
Com isso não estou dizendo que você precisa de todos, só queremos ajudá-la a escolher o melhor mural para as necessidades da família. E como temos sempre uma preocupação em oferecer soluções flexíveis e que cheguem facilmente nas famílias, todas nossas opções de murais tem sua versão somente imãs, que você pode usar em qualquer base metálica.

Quem quiser saber mais, dá uma olhadinha lá no site http://www.bbdu.com.br, tem fotinhos de cada um e uns vídeos também.

Beijo, Juliana

Educação Emocional

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Muitas pessoas me perguntam porque criei a BBDU e querem saber um pouco mais de como usar alguns produtos e de nossa experiência, pois bem, resolvi escrever alguns textos e compartilhar com vocês aqui no blog. Tentarei trazer informação e um pouquinho de como acontece na minha casa e na casa de famílias que compartilham sua vivência conosco.

Você alguma vez sentiu um aperto no peito e não sabia dizer o que era? Ou já tentou falar alguma coisa que estava sentindo para alguém e deu tudo errado?

Geralmente nós não aprendemos a identificar e falar de nossas sensações e sentimentos como aprendemos matemática ou português. Nós passamos muito tempo estudando e aprendendo coisas e pouco ou nada aprendendo sobre nós mesmos, sobre o que se passa dentro de nós.

Sentimentos como raiva, medo, ciúme tristeza existem e não é porque não falamos deles que não vamos senti-los. Ou pior, às vezes acabamos levando as crianças a acreditar que são sentimentos feios e que não devem ser sentidos. Não deveria ser assim. Nós nascemos com um arsenal de sensações, emoções e sentimentos e precisamos ensinar nossos filhos a administrá-los.

Lá em casa eu gosto muito de nomear os sentimentos para Duda, às vezes ela vem me contar coisas do dia-a-dia dela e como reagiu. Lembro de uma vez numa dança da cadeira que ela veio contar que ganhou toda feliz e que os colegas vieram abraçar ela. Em seguida ela disse que “não gostou” e falou que depois quando outro colega ganhou, ela não o abraçou. Eu conversei com ela, perguntei se ela não achava que não era que ela não tinha gostado ou talvez ela tenha sentido vergonha de quando os colegas a abraçaram, mas que eu achava que no fundo ela havia gostado. Também questionei se talvez ela não havia sentido um pouco de ciúmes quando o amigo ganhou. Enfim, à noite antes de dormir ela me disse: “É mamãe, eu acho que eu senti ciúmes do João”. O que eu quero dizer é que é importante que nós como pais possamos ajudar nossos filhos a dar nome para o que eles sentem.

Os imãs Dentro de Mim foram criados com este objetivo.  Na primeira versão tinha somente sentimentos, mas usando com a Duda percebi que quando eu perguntava como ela estava e ela respondia com frio, calor, entre outros. Portanto, na versão atual, incorporamos as sensações também, pois neste aprendizado inicial é importante que a criança perceba e nomeie o que vem de dentro dela. O fato de serem imãs de geladeira de fácil acesso permite a troca diversas vezes e toda família também pode participar. Já vimos pessoas que fazem brincadeiras de adivinhação com os imãs e um membro da família tem que escolher qual emoção ou sensação o acredita que o outro esteja sentindo. É uma forma bem legal de falar de sentimentos e treinar a empatia.

Eu também leio muitas histórias que falam de emoções e sentimentos para ela, existem muitos livros bacanas hoje em dia, e acredito que seja tão importante quanto ensinar matemática ou geografia. Tenho convicção que ela vai ser muito mais feliz, vai se relacionar muito melhor e fará escolhas muito melhores na vida se souber identificar e nomear o que acontece dentro dela.

Até o próximo,

Juliana

Juliana é psicóloga e criadora da BBDU

Orientando as crianças sobre Emoções

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À medida que vão crescendo, muitas vezes as crianças não entendem porque estão se sentindo de determinada maneira. No entanto, elas podem aprender sobre os sentimentos e emoções através de várias atividades. Ensinar uma criança as diferentes emoções que ela irá experimentar vai ajudá-la a entender melhor o motivo de ela estar triste, feliz ou zangada. É papel dos adultos serem guias neste entendimento, pois somente assim as crianças poderão desenvolver a leitura dos sentimentos dos outros também, e a chamada empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro).

É com o tempo que os nossos pequenos aprendem a falar, andar e também a sentir. Pensando em crianças e emoções, as coisas mudam muito rápido: literalmente, de um ano para o outro. No primeiro ano de vida de nossos bebês, apenas 3 das principais emoções são demonstradas e compreendidas por eles: alegria, medo e raiva. A partir dos 2 anos, novas e mais complexas emoções começam a surgir, quando a criança começa a se ver como um ser real e autônomo.

Saber identificar e reagir às emoções não vale apenas para a criança se entender, mas também para ela compreender e ajudar as pessoas a sua volta. Nos primeiros meses de vida, as crianças são extremamente autocentradas, mas isso muda quando a socialização se inicia e passa a ser possível começar a entender a importância do outro. Mais uma vez as regras e disciplinas impostas pelos adultos tem fundamental consequência aqui. A criança aprende que existe o outro, que o mundo não gira em torno dela e que deve esperar. Parece simples? Este é um momento complexo do desenvolvimento neurológico e emocional… Uma habilidade que os seres humanos foram aprimorando ao longo da sua evolução.

Como recursos, podemos utilizar histórias infantis, filmes que falem sobre sentimentos e emoções, ou mesmo estimular as crianças com figuras. Tudo aquilo que é apresentado de forma VISUAL, costuma ser mais bem fixado na aprendizagem. Estimule sempre seu filho a falar sobre suas emoções, e a identificar em rostos e figuras, as emoções representadas.

Pensando nisso, a BBDU elaborou os imãs Dentro de Mim, que foram pensados para ajudar seu filho a reconhecer as principais emoções, através das expressões neles impressas.

Seu uso é simples, no início, auxilie a criança, mostrando cada uma das emoções/sensações e ensine-a a colocar no ímã-moldura a carinha que representa como ela está se sentindo naquele momento. Lembre-a que o que sentimos pode variar durante o dia e que ela poderá “expressar-se” com os ímãs, cada vez que sentir necessidade.

Se você tiver mais de um conjunto de imãs, todos os membros da família podem participar, demonstrando seus sentimentos. Uma boa ideia para este caso é prender fotos de cada um junto com a moldura para identificar qual é de quem.

Os imãs poderão ser usados na geladeira, murais metálicos ou até mesmo em porta retratos metálicos para que possam ser movidos de local mais facilmente.

Contém as emoções:

– Feliz – Triste – Cansado – Preocupado – Com saudade – Com medo- Brabo – Com vergonha – Com ciúme – Com vergonha – Tranquilo – Com sede – Com frio – Com fome – Com calor – Com dor – Com sono

http://www.bbdu.com.br/dentro-de-mim-2-imas-novos-p418/

 

Como Lidar com as Culpas Maternas

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As pessoas costumam conhecer a frase que diz: “Quando nasce um bebê, nasce uma mãe”… E poderíamos completar essa frase dizendo “E nasce a culpa”!

Nove entre dez mães sofrem com sentimentos de culpa. As razões podem ser das mais diversas possíveis, desde coisas banais até coisas mais sérias.  Certo é que até as mais bem resolvidas não escapam de uma certa culpa em algum momento.

Nós queremos o melhor para nossos filhos e estamos constantemente nos cobrando para acertar tudo na arte de criar um adulto feliz e saudável. Claro, que uma dose moderada de autocrítica é importante. A culpa tem seu lado saudável, pois é o sinal de que existe preocupação com o outro e com o que seu comportamento causa nas outras pessoas. Ou seja, a culpa faz parte da vida de quem zela pelos filhos. Uma atitude saudável, portanto, é usar o sentimento como um instrumento diário de aperfeiçoamento da vida em família. Ao menor sinal de culpa, pare, avalie a situação e deixe o instinto agir.

Porém, quando existe um exagero ou quando a mãe não consegue liberar-se da culpa nunca, devemos parar e refletir.  A pergunta chave que você deve fazer para você mesma é: Isso realmente vai afetar o desenvolvimento dos meus filhos?

Está claro que, na maioria dos casos, a culpa é parte de uma armadilha que criamos para nós mesmos. O sentimento de culpa das mães muitas vezes reflete a fantasia onipotente de que deveriam fazer tudo no mais alto nível de perfeição. Existe uma grande tendência das mães conviverem em grupos e caírem na tentação de fazer comparações com outras mães e crianças. Acontece que as mães não são seres ideais, mas reais. A raiva ou até mesmo a culpa fazem parte da constituição emocional de todo o ser humano. É importante permitir identificá-las, senti-las ao invés de negá-las e julgá-las. Aprender a ser menos severa consigo mesma e assumir uma atitude mais natural frente às situações de conflito. Ao permitir-se ser uma “pessoa real” e que sente sentimentos contrastantes estará sendo mais espontânea e, portanto, colaborando para a educação da criança. Lembrar que no vasto campo das emoções não existe sentir certo ou sentir errado, mas apenas o sentir!

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Tempo Juntos: a importância do vínculo entre pais e filhos

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É comum que ao iniciarmos um novo ano, uma série de resoluções e questionamentos venham à tona. Há algum tempo, temas como terceirização dos cuidados dos filhos, vínculos afetivos construídos com pouco espaço de tempo na sociedade moderna e trabalhar fora versus ficar em casa cuidando do bebê, têm sido discutidos por pais e especialistas.
Mas afinal, qual é o tempo ideal para dispendermos nos cuidados com nossas crianças? Existe a possibilidade de ser um bom profissional e um pai ou mãe dedicados? Quando ou não devemos terceirizar os cuidados de nossos filhos?
A competitividade na sociedade atual criou uma geração de pais angustiados em dar conforto financeiro e material para seus filhos. Trabalhar é saudável, assim como manter-se um indivíduo satisfeito e socialmente produtivo. Mas até que ponto deve-se exagerar no tempo dedicado a isto em detrimento de cuidar, abraçar, brincar, ensinar um filho?
O tema é polêmico, e a estrutura de cada família e criança deve ser respeitada. Porém, atualmente não só as ciências como a Psicologia e a Pediatria, mas também a Neurociência demonstram através de seus estudos, que as crianças cuidadas com carinho, afeto e presença dos pais nos primeiros anos de vida, tendem a ser bons cuidadores no futuro.
adulto-brincandoNão basta dar, é preciso estar… Estar presente e como adulto, ser capaz de abrir mão de uma boa dose de individualidade. E estar presente não é somente estar em casa, é largar o celular, o computador e a tv e estar realmente com a criança. Procure “entrar” nas brincadeiras, ler um livro, fazer algumas refeições juntos… É importante refletir que a primeira infância é um período passageiro, mas extremamente importante na construção do futuro do indivíduo.
Um bom início de ano e bom tempo juntos!

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Medos Infantis

medoinfantilPara começarmos a falar sobre este tema, devemos pensar que o correto seria utilizarmos a expressão “medos que iniciam na infância”, pois os medos infantis podem ser carregados conosco ao longo da vida.
O medo é necessário e saudável, pois é uma forma de “alerta” para possíveis situações de risco. Se formos exageradamente destemidos, nos colocaremos em constante perigo. Porém, a forma como passamos por esta etapa da infância é fundamental para crescermos como adultos seguros.
Os medos se manifestam em diversas etapas da infância, porém dos 3 aos 5 anos costumam ser mais intensos. É nesta fase da vida que a imaginação está a mil, e o mesmo processo que cria personagens como príncipes, grandes histórias, magia e heróis, também cria monstros e ideias de perda. Os medos mais comuns são: medo de escuro, de monstros, da morte de um dos pais, de animais e personagens.
Muitos medos vão se perder pelo caminho com o passar do tempo. Conforme a criança vai amadurecendo e se acostuma e passa a confiar no ambiente que a cerca, vai se sentindo mais capaz, com mais recursos internos para superar certos medos.
Neste processo, o papel de adulto é fundamental. A maior parte dos medos infantis podem e serão superados, desde que a criança encontre apoio e respeito por parte dos adultos. Evite menosprezar os medos, porém mostre-se “ao lado” da criança para enfrentarem juntos.
Importante:
– Seja coerente. Por exemplo, de nada adianta dizer que “o bicho-papão vai te pegar” para conseguir negociar com a criança e depois dizer que “monstros não existem”. Cuide com a exposição a programas de televisão e histórias que não sejam adequadas para a faixa etária do seu filho;
– Respeite o medo da criança, pois o medo pode ser uma fantasia, mas a sensação da criança é que ele é real; Tente agir com tranquilidade e mostrar-se seguro, seja um bom ouvinte;
– Procure utilizar brincadeiras criativas para ajudar a criança a enfrentar seus medos, dentro do seu próprio ritmo. Existem bom livros com historinhas sobre medo e instrumentos criativos com o spray contra monstros da BBDU;
– Reserva os alertas para situações de risco reais, tais como a forma de atravessar a rua, o uso do cinto de segurança no carro, a importância de falar com estranhos, entre outros;
Em um de seus livros, Béatrice Copper-Royer, psicanalista francês, destaca a enorme importância de os pais aprenderem a lidar com os seus próprios medos como forma preferencial de prevenir o desenvolvimento de medos, terrores e fobias nas crianças.

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LIMITES PARA BEBÊS E CRIANÇAS

Você pode se perguntar, algumas vezes, qual é o momento certo para estabelecer limites para seu filho. Limites para um bebê? Como assim?regras-limites_edited-1
A resposta é sim! Desde o nascimento, o bebê já começa a se deparar com situações que vão construir, no futuro, as noções de limite. Tudo aquilo que frustra o bebê, já vai impondo certos limites. A ordenação, ou chamada “rotina”, constitui os primeiros limites apreendidos pela criança e ajuda a tranquilizá-la.
Com o tempo e a maior mobilidade, os bebês passam a conseguir se deslocar e explorar o mundo. Engatinhando e depois caminhando, os bebês se tornam exploradores e “pequenos cientistas”. Sem noção de limites e perigo, cabe aos adultos a tarefa de encontrar o equilíbrio entre permitir que a criança explore o mundo e ouça diversos “nãos”.
Dizer NÃO é importante, mas explicações muito elaboradas não funcionam para crianças de até 3 anos. Se quiser, justifique a intervenção com uma ou duas palavras que a criança entenda. É preciso estabelecer regras claras, que não se modifiquem com o humor ou a disposição dos pais. Os pequenos percebem quando isso acontece e podem tentar várias artimanhas até você ceder.
Dicas práticas:
– Economize o não: deixe o ambiente seguro e adequado para um bebê ou criança;
– Ofereça alternativas: se retirar um objeto perigoso da mão do bebê, ofereça outro com o qual ele possa brincar;
– Diga de forma carinhosa, mas firme e sem sorrir, quando a situação demandar;
– Para crianças maiores, participar de rotinas da casa, com pequenas tarefas (adequadas à idade) como guardar os próprios brinquedos, também é uma forma de estabelecer limites.
Não esqueça que a educação é algo constante, que exige repetição, dedicação e paciência. Porém é fundamental para criarmos adultos social e emocionalmente saudáveis.
O pediatra e psicanalista britânico Donald Winnicott dizia: “É saudável que um bebê conheça toda a extensão da sua raiva. Na vida, existe o princípio do desejo e o princípio da realidade. Uma criança a quem se cede em tudo imediatamente, ‘a quem nunca se recusou nada’, como dizem os pais, suporta mal a frustração. Muitos desses pais que cedem sempre veem o filho no presente, ao passo que aqueles que sabem dar sem mimar, veem o filho no tempo e no futuro. Eles lhe oferecem perspectivas, lhe mostram o valor do desejo e da espera, para melhor saborear o que é obtido”.

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